Bolsas na Europa sobem sob expectativa de medidas do BCE

Índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em alta de 0,40%, aos 272,58 pontos

Renan Carreira, da Agência Estado, Agencia Estado

21 de agosto de 2012 | 14h09

As bolsas europeias fecharam em alta nesta terça-feira, com bancos e mineradoras registrando fortes ganhos em meio às esperanças crescentes de que o Banco Central Europeu (BCE) tome novas medidas para solucionar a crise da dívida na zona do euro e a indícios de que mais estímulos monetários podem estar a caminho na China.

O índice Stoxx Europe 600 encerrou a sessão em alta de 0,40%, aos 272,58 pontos. Na segunda-feira, o índice recuou 0,5%, na primeira baixa em três dias.

"Gradualmente, os mercados vêm subindo nos últimos dois meses, mais ou menos. Há um ligeiro sentimento mais positivo de que a zona do euro e o BCE podem fornecer algum suporte para os yields (taxas de retorno ao investidor) dos bônus soberanos", disse Ryan Djajasaputra, economista da Investec Securities.

As ações das mineradoras ficaram nesta terça-feira entre as que mais se beneficiaram do sentimento positivo, após o jornal estatal Economic Information Daily alegar que Pequim estaria considerando novos estímulos econômicos para a segunda metade do ano.

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 0,57% e fechou a 5.857,52 pontos, com Rio Tinto (+2,1%), BHP Billiton (1,5%), Anglo American (3,6%) e Xstrata (+2,1%).

Os bancos também impulsionaram o Stoxx 600, recuperando-se das perdas registradas no dia anterior. Na segunda-feira, o BCE disse que uma reportagem da revista alemã Der Spiegel estava "absolutamente equivocada". A revista afirmou que o BCE estaria considerando limitar os yields dos títulos dos países que mais sentem os efeitos da crise, como Espanha e Itália.

No entanto, nesta terça-feira voltaram à cena os rumores de que o BCE vai intervir no mercado de dívida para ajudar países fragilizados da zona do euro. Participantes do mercado também esperam ter sinais de futuras medidas de Jean-Claude Juncker, chefe do grupo de ministros das Finanças da área do euro (Eurogrupo), que visitará a Grécia nesta quarta-feira. No dia seguinte, será a vez de a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o presidente da França, François Hollande, se reunirem.

Nesta terça-feira, o Tesouro da Espanha vendeu 4,515 bilhões de euros (US$ 5,569 bilhões) em títulos de 12 e 18 meses, levemente acima do previsto, com yields abaixo do oferecido em leilões anteriores dos mesmos papéis. Em reação ao leilão espanhol, no começo da tarde o yield dos bônus de dez anos da Espanha caía 9 pontos-base, para 6,18%, e o da Itália diminuía 13 pontos-base, para 5,64%.

O índice FTSE Mib, de Milão, subiu 2,40%, fechando a 15.330,46 pontos, com Banca Monte dei Paschi di Siena (+7,2%), Intesa Sanpaolo (5,1%) e UniCredit (+2,8%). Em Madri, o índice Ibex-35 registrou avanço de 1,00%, terminando a sessão aos 7.544,50 pontos.

O índice CAC-40, de Paris, fechou em alta de 0,94%, aos 3.513,28 pontos. Crédit Agricole subiu 5%, Société Générale avançou 3,9% e BNP Paribas teve ganho de 2,4%.

Em Frankfurt, o índice Dax fechou com ganho de 0,79%, aos 7.089,32 pontos. As ações do Deutsche Bank subiram 5,1%, recuperando-se da perda de 1,42% registrada na segunda-feira. O índice PSI-20 avançou 0,08%, para 4.970,03 pontos. As informações são da Dow Jones.

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