Bolsas na Europa têm forte queda com decisão da Alemanha

O FTSEurofirst 300, principal índice acionário europeu, recua de 2,09%, aos 1.005 pontos

Economia&Negócios,

19 de maio de 2010 | 09h34

As bolsas na Europa vivem o terceiro pregão de queda nesta quarta-feira, 19, ainda refletindo o mau humor dos investidores com a decisão da Alemanha de proibir posições vendidas a descoberto em bônus governamentais denominados em euros, swaps de default de crédito de governos da zona do euro e ações das 10 maiores instituições financeiras.

Por volta das 9h30, o FTSEurofirst 300, principal índice acionário europeu, tinha queda de 2,09%, aos 1.005 pontos. As bolsas dos principais mercados também recuavam.

Em Frankfurt, a bolsa cai 2,03%. A queda, porém, é inferior as registradas em Paris, onde o índice PCAC se desvaloriza 2,23%, e em Madri, em que o recuo é de 2,28%. A menor queda é vista em Londres (-1,83%).

As vendas a descoberto, proibidas na Alemanha, ocorrem quando um participante do mercado vende um ativo financeiro sem antes ter tomado emprestado esse ativo ou sem ter garantias de que poderia realizar tal empréstimo. Muitos governos da zona do euro disseram que esse tipo de transação com os CDS - um tipo de seguro contra defaults - inflou artificialmente os custos de financiamento da Grécia.

A Comissão Europeia classificou a estratégia como uma prática do mercado vista por alguns como pura especulação, e pediu uma coordenação da proibição das vendas a descoberto em toda a União Europeia. "Essas medidas serão mais eficientes se forem coordenadas no nível europeu", disse Michel Barnier, comissário europeu para regulação financeira, acrescentando que a questão será discutida em uma reunião de ministros de Finanças da União Europeia na sexta-feira.

O mercado aguarda ainda hoje o discurso do do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, às 12 horas, no horário de Brasília.

(Com informações da Agência Estado)

Tudo o que sabemos sobre:
bolsasaçõesEuropa

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.