Bolsas operam em baixa e pressionam dólar e juros

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair nesta tarde 0,39%, aos 38.745 pontos, e, às 15h07, registrava perda de 0,17%, a 38.831 pontos. O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, virou o sinal no início da tarde, depois de operar a manhã toda em alta motivada pelo resultado em linha do núcleo do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês), que agradou Wall Street. Apesar de o mercado norte-americano ter virado à tarde e operar também em baixa, o recuo da praça paulista está sendo influenciado pela briga entre comprados e vendidos nos contratos de Ibovespa Futuro, que têm vencimento hoje. As ações preferenciais do Pão de Açúcar estão na liderança das maiores altas do Ibovespa, com ganho de 4,67%, enquanto, na outra ponta, a ação preferencial classe B da Copel configura como a maior queda, com -3,13%. A virada para queda das Bolsas em Nova York e da Bovespa pressiona dólar e juros. O dólar renovou as máximas, cotado a R$ 2,136 no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em alta de 0,19%, e a R$ 2,137, com ganho de 0,23%, no mercado interbancário (dólar comercial). Segundo um operador, as tesourarias que têm interesse em participar do leilão de compra da moeda realizado pelo Banco Central, esperado para esta tarde, podem ser beneficiadas pela subida das cotações. Nos juros futuros da BM&F, as taxas abandonaram a queda e alguns contratos passaram a operar em alta. O contrato de depósito interfinanceiro (DI) mais negociado hoje, o que tem vencimento em janeiro de 2007, operava estável, projetando a taxa máxima de hoje até então, de 13,59% ao ano, enquanto o DI janeiro 2008 estava na máxima de 13,32% ao ano, ante 13,31% do encerramento dos negócios ontem.

Agencia Estado,

18 de outubro de 2006 | 15h12

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