Bolsas recuam em NY ante forte demanda por Treasuries

As bolsas de Nova York fecharam em queda significativa nesta quinta-feira, 15, seguindo o direcionamento dos juros dos Treasuries. Traders apontaram que a forte demanda pelos bônus americanos indica expectativas fracas de crescimento. O balanço decepcionante do WalMart também contribuiu para o pessimismo do mercado.

STEFÂNIA AKEL, Agencia Estado

15 de maio de 2014 | 18h01

O índice Dow Jones fechou em baixa de 167,16 pontos (1,01%), aos 16.446,81 pontos. O S&P 500 recuou 17,68 pontos (0,94%), para 1.870,85 pontos. Já o Nasdaq encerrou com queda de 31,34 pontos (0,76%), aos 4.069,29 pontos.

Traders afirmaram que os mercados financeiros foram direcionados hoje principalmente pelos movimentos da renda fixa, especialmente a persistente demanda por Treasuries, vista mesmo com o juro da T-note de dez anos próximo do menor nível desde 30 de outubro do ano passado.

O volume de negociação se recuperou significativamente hoje, após quatro sessões seguidas de volume abaixo da média, em um sinal de que os investidores estão se desfazendo mais agressivamente de posições arriscadas. "Existe muita psicologia acontecendo no mercado. As pessoas estão tentando buscar uma direção mais clara", disse Frank Ingarra, trader da NorthCoast Asset Management.

Os dados divulgados hoje nos EUA foram mistos, mas considerados majoritariamente positivos. Mesmo assim, não forneceram impulso algum às bolsas. Apesar de a produção industrial do país ter caído 0,6% em abril ante março, os pedidos de auxílio-desemprego caíram abaixo da marca de 300 mil na semana passada, alcançando o menor nível em sete anos. Além disso, o índice Empire State de atividade industrial na região de Nova York saltou para 19,01 em maio, de 1,29 em abril, superando bastante a previsão de 5,0. A leitura é a mais alta desde meados de 2010.

No noticiário corporativo, as ações do WalMart (-2,41%) lideraram as perdas do Dow Jones. O lucro da maior varejista do mundo, que divulgou balanço hoje, ficou abaixo do previsto no primeiro trimestre deste ano.

As bolsas europeias também fecharam em forte baixa, pressionadas principalmente pela última rodada de números do Produto Interno Bruto (PIB) de países da Europa, que evidenciou como a recuperação da região é menos forte do que se imaginava, e também pelos indicadores que vieram mais fracos nos EUA. A Bolsa de Milão liderou as perdas com queda de 3,61%, enquanto Londres recuou 0,55% e Frankfurt caiu 1,01%.

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