Bolsas sobem na Europa na esperança de ajuda ao euro

Reunião do BCE será apenas na quinta-feira, mas investidor espera por boas notícias

Renan Carreira, Agencia Estado

30 de julho de 2012 | 14h27

As bolsas europeias fecharam nesta segunda-feira no nível mais alto desde o início de abril, estendendo o rali da semana passada, em meio a expectativas de que os líderes da região vão tomar medidas para conter a crise da dívida. O índice Stoxx Europe 600 subiu 1,59%, para 263,94 pontos, depois de encerrar a semana passada com um ganho de 0,6%, a oitava semana consecutiva de alta.

"Os mercados estão esperando alguma ação coordenada e as declarações nos últimos dias apontam para isso. Existe a possibilidade de algo ser anunciado pelo BCE (Banco Central Europeu) na quinta-feira", disse Richard Perry, estrategista-chefe na Central Markets. No próximo dia 2, o Conselho Executivo do BCE se reúne e anuncia decisão de política monetária. No dia anterior, o Federal Reserve anuncia decisão de política monetária.

Na semana passada, o presidente do BCE, Mario Draghi, prometeu fazer "o que for necessário" para salvar o euro. Depois, a fala de Draghi foi reforçada pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e pelo presidente da França, François Hollande, que prometeram fazer "o que for possível a fim de proteger a zona do euro".

As ações da Air France-KLM saltaram 19% após a companhia divulgar um prejuízo no segundo trimestre de 895 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão), porém a empresa alegou que espera melhorar no segundo semestre e bater as expectativas do mercado. Já os papéis da JCDecaux caíram 6,9% depois de a companhia baseada na França reportar uma queda no lucro no primeiro semestre. Além disso, a empresa informou que não espera resultado melhor no terceiro trimestre.

As ações dos bancos registraram avanço na esperança de que os formuladores de política da zona do euro vão agir para conter os problemas da dívida soberana da região. O chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker, disse, em entrevista a um jornal alemão, que os países da zona do euro, o fundo de resgate e o BCE vão tomar medidas em breve para salvar a moeda comum. Ele também indicou que a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) vai comprar dívida soberana da Espanha a fim de conter os custos elevados de empréstimos.

O índice FTSE MIB, de Milão, subiu 2,80% e encerrou a sessão em 13.978,04 pontos. As ações financeiras lideraram os ganhos, com Mediolanum (+7,8%), Intesa Sanpaolo (+6,6%) e UniCredit (+4,6%). O índice de Madri, o IBEX-35, avançou 2,78%, para 6.801,80 pontos. Os papéis do Bankia subiram 5,8%.

Em Paris, o índice CAC-40 teve alta de 1,24%, para 3.320,71 pontos. Assim como em Milão, as ações financeiras registraram fortes ganhos, com Crédit Agricole (+7%), Société Générale (+3,8%) e BNP Paribas (+3,3%). Por outro lado, Air Liquide recuou 0,2% após divulgar o lucro do primeiro semestre.

O índice DAX, de Frankfurt, terminou o dia aos 6.774,06 pontos, em alta de 1,27%. Metro subiu 3,7%, Siemens avançou 3,4% e Lufthansa teve ganho de 3,2%. A bolsa de Londres registrou avanço de 1,18%, a 5.693,63 pontos. International Consolidated Airlines subiu 7,2%.

Em Lisboa, o índice PSI-20 encerrou a sessão com ganho de 1,55%, aos 4.684,82 pontos. Banco Espírito Santo (BES) avançou 4,24%. As informações são da Dow Jones.

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