Bons resultados de Wall Street puxam bolsas europeias

A maioria dos mercados de ações europeus está operando em alta na última sessão da semana, repercutindo os ganhos das bolsas asiáticas e o pregão positivo de quinta-feira, 20, nos Estados Unidos. Os investidores também estão à espera de uma resolução para os conflitos políticos entre o governo e a oposição na Ucrânia.

EDGAR MACIEL, COM INFORMAÇÕES DA DOW JONES NEWSWIRES, Agencia Estado

21 de fevereiro de 2014 | 08h49

Na Ásia, o destaque foi para Bolsa de Tóquio, que registrou a primeira alta semana em 2014, influenciada por um movimento comprador no principal índice de ações do Japão. O índice Nikkei encerrou a sexta-feira com alta de 2,9% e somou ganhos de 3,9% na semana.

Essa tendência positiva observada na Europa e também no continente asiático recebeu um suporte da boa sessão de ontem em Wall Street, com os índices fechando próximo a níveis recordes. O mercado preferiu não levar em consideração o impacto do inverno rigoroso em alguns indicadores dos EUA e repercutiu positivamente o PMI industrial medido pela Markit, que subiu para 56,7 na leitura preliminar do mês de fevereiro, ante 53,7 no resultado final de janeiro. A leitura do PMI foi a mais alta desde maio de 2010.

"O bom resultado da indústria contrasta com o recente enfraquecimento dos dados econômicos dos EUA devido ao inverno. Ele oferece algum incentivo aos investidores para acreditar que essa desaceleração é algo temporário", disse Lee Hardman, analista do Banco de Tóquio-Mitsubishi.

Entre os indicadores europeus desta manhã, dois foram do Reino Unido. As vendas no varejo caíram 1,5% em janeiro ante dezembro, mas avançaram 4,3% na comparação anual. O resultado mensal veio em linha com a expectativa, mas a variação anual ficou abaixo da previsão de +4,6%. Além disso, o setor público do país registrou um superávit de 4,718 bilhões de libras em janeiro, o pior resultado mensal de janeiro desde 2010.

No meio político, os investidores estão à espera dos detalhes da assinatura de um acordo entre o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, e a oposição. Na manhã desta sexta-feira, o presidente revelou que o pacto inclui mudanças na Constituição, o estabelecimento de um governo de coalizão e a antecipação das eleições presidenciais, mas ainda sem uma data específica. As conversas evoluíram após a agência de rating Standard & Poor''s cortar a nota de crédito de longo prazo da Ucrânia para CCC, de CCC+, devido à piora "substancial" na situação política do país. A agência, inclusive, previu calote caso não houvesse mudanças significativas nas circunstâncias atuais.

No mercado corporativo, o destaque da manhã são as ações da Valeo, que às 8h32 (de Brasília) operavam em alta de 12,23% na Bolsa de Paris. A companhia de sistemas automotivos francesa informou um crescimento de 18% no lucro líquido do quarto trimestre do ano passado ante igual período de 2012, para 439 milhões de euros, e afirmou que o objetivo para 2014 é aumentar a margem operacional e as vendas.

Na Bolsa de Londres, as ações da Vodafone registram ganhos de 2,3%, depois de os bancos Citigroup e UBS elevarem o preço alvo dos papéis da empresa. Nesta semana, a empresa britânica se aproximou do acordo para a venda da participação do grupo na Verizon Wireless. Outro destaque no Reino Unido são os papéis da Royal Dutch Shell, que avançam 0,8% após a gigante petrolífera concordar em vender as estações de refinaria e gás na Austrália para a Vitol Holding, por 2,9 bilhões de dólares australianos (US$ 2,6 bilhões).

No horário acima, a Bolsa de Londres estava em alta de 0,22%; Paris subia 0,23%; Frankfurt ganhava 0,01% e Lisboa avançava 0,21%. No território negativo, Madri caía 0,28% e Milão recuava 0,31%.

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