Bônus de emergentes avançam com maior apetite por risco

Desempenho foi impulsionado por dados econômicos positivos nos EUA

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

17 de agosto de 2010 | 18h54

Os preços dos bônus dos mercados emergentes subiram, impulsionados por indicadores econômicos positivos nos EUA, que ajudaram a elevar o apetite dos investidores por ativos arriscados. "O forte rali global nos ativos de risco nesta terça-feira confirmou que os mercados estão mais calmos após uma breve onda de pânico na semana passada", afirmaram estrategistas do Royal Bank of Canada, acrescentando, porém, que ainda é possível prever quanto tempo o mercado seguirá nesse tom.

 

Embora os yields dos bônus dos mercados emergentes estejam perto de mínimas históricas, ainda há demanda por esses papéis, visto que os bônus de mercados desenvolvidos estão oferecendo retornos ainda menores. No entanto, estrategistas do Citigroup disseram em um relatório que a queda nos yields dos ativos de renda fixa dos mercados emergentes pode deslocar os investimentos para os mercados de ações dos países emergentes.

 

No final da tarde em Nova York, o prêmio de risco do Emerging Market Bond Index Global (EMBIG), do JPMorgan, encolhia 15 pontos-base, para 300 pontos-base sobre os Treasuries. Em termos de preço, o índice tinha alta de 0,51%.

 

Entre os componentes do índice, a Venezuela teve um desempenho acima da média. O prêmio de risco do país no EMBIG encolhia 56 pontos-base, para 1.146 pontos-base sobre os Treasuries, enquanto em termos de preço os papéis do país avançavam 2,53%. Ontem o governo venezuelano divulgou os resultados da oferta de US$ 3 bilhões em títulos e afirmou que a demanda pelos papéis somou US$ 9,21 bilhões.

 

Entre outros países que tiveram um bom desempenho no EMBIG estavam a Colômbia, cujo preço dos bônus avançou 1,14%, e o Peru, cujo preço dos títulos subiu 0,73%. As informações são da Dow Jones.

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