Bônus de emergentes devem dar retorno de 10% em 2010

Otimismo se deve ao fato de que a entrada de capital nos mercados emergentes atingiu recorde de US$ 40,8 bilhões no ano até agora, de acordo com o JPMorgan

Álvaro Campos, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 18h20

Os bônus de renda fixa dos mercados emergentes estão superando o desempenho de todas as outras classes de ativos, e devem dar um retorno de mais de 10% este ano, afirma o JPMorgan. Os índices benchmark (referenciais) do JPMorgan para os países em desenvolvimento, - incluindo o índice de bônus soberanos denominados em dólar, o índice corporativo e o índice em moeda local - devem registrar ganhos de mais de 10% em 2010, de acordo com um relatório semestral do JPMorgan Research.

 

Entretanto, o JPMorgan disse que a maioria dos ganhos nos mercados de bônus foram registrados no primeiro trimestre, e que os notes dos EUA oferecem um valor melhor do que bônus soberanos e corporativos de países emergentes de yield mais alto.

 

O banco recomenda uma posição marketweight (na média do mercado) para o Emerging Market Bond Index Global (Embig) e o Corporate Emerging Market Bond Index (Cembi), e prevê que o Embig terminará 2010 com um spread de 250 pontos-base sobre os Treasuries e o Cembi chegará ao fim do ano em 300 pontos-base acima dos Treasuries.

 

O otimismo se deve ao fato de que a entrada de capital nos mercados emergentes atingiu um recorde de US$ 40,8 bilhões no ano até agora, de acordo com o JPMorgan, que prevê uma entrada adicional entre US$ 10 bilhões e US$ 15 bilhões até o fim do ano. Além disso, a emissão de novos bônus aumentou nos últimos dois meses, com quase US$ 34 bilhões captados por bônus soberanos e corporativos de mercados emergentes. O fluxo total para os bônus soberanos até agora chegou a US$ 56,4 bilhões, mais de 80% de suas necessidades de financiamento em 2010, estimadas em US$ 69 bilhões.

 

O JPMorgan elevou a recomendação para a dívida externa da Argentina para overweight (acima da média de mercado) e para a dívida da Hungria para neutra. Países como a Polônia, Turquia, Gabão, El Salvador e Vietnã têm uma recomendação underweight (abaixo da média do mercado), pois analistas dizem que eles oferecem um prêmio de risco mais baixo do que outros países com rating comparável.

 

O banco recomenda a compra de novas emissões de crédito corporativo que vêm com um prêmio em relação às curvas de crédito existentes e oferecem uma melhor liquidez do que os bônus do mercado secundário.

 

No mercado de câmbio, o JPMorgan recomenda uma posição vendida para o euro em relação às moedas da América Latina no segundo semestre de 2010. As moedas dos países emergentes vão atrair capital, pois nove bancos centrais começam a elevar as taxas de juros, enquanto as taxas do Federal Reserve (dos EUA) e do Banco Central Europeu permanecem estáveis. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
bônusemergentesJPMorgan

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.