Bônus de emergentes se fortalecem frente aos títulos norte-americanos

Dia foi marcado por giro financeiro fraco

Álvaro Campos, da Agência Estado,

23 de agosto de 2010 | 18h04

Os títulos da dívida dos países emergentes se fortaleceram em relação aos do Tesouro dos EUA, mas ficaram basicamente estáveis em termos de preço, em dia de volume reduzido de negócios.

 

O prêmio de risco do Emerging Markets Bond Index Global (Embig), do JPMorgan, diminuiu 5 pontos-base, para 295 pontos-base sobre os Treasuries. O índice ganhou 0,04% em termos de preço. O bônus referencial do Brasil, o Global 2040, perdeu 0,0625 cents, para 138,625 cents por dólar.

 

Os maiores ganhadores de hoje foram os títulos da Ucrânia e da Venezuela, que estão entre os bônus globais com maiores taxas de retorno, em uma época em que os yields em boa parte do mundo permanecem próximos às mínimas recordes. O spread da Ucrânia sobre os Treasuries caiu 7 pontos-base, para 503 pontos-base, enquanto o índice do país avançou 0,42%.

 

O prêmio de risco da Venezuela recuou 15 pontos-base, para 1.145 pontos-base sobre os Treasuries. O índice do país ganhou 0,25% em termos de preço. O presidente do Banco Central venezuelano, Nelson Merentes, disse que a economia do país deve começar a crescer de novo, depois de cinco trimestres seguidos de retração, segundo o jornal Últimas Notícias. Merentes estima que o PIB da Venezuela crescerá 2,0% no primeiro trimestre de 2011.

 

O spread do Peru caiu 3 pontos-base, para 155 pontos-base sobre os Treasuries, e o índice do país subiu 0,15%. Os bônus reagiram à elevação da perspectiva do rating do país de "estável" para "positiva" pela Standard & Poor's.

 

Os bônus do Brasil reduziram seu spread, em 4 pontos-base, para 197 pontos-base sobre os Treasuries. O índice do país avançou 0,04%. O dia foi marcado pela divulgação do saldo em conta corrente em julho e pela declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de que a taxa Selic deverá se alinhar no futuro com a média das taxas de juros praticadas internacionalmente, influenciada pelos crescentes investimentos locais e pelo aumento da produtividade.

 

O spread do México diminuiu 3 pontos-base, para 169 pontos-base sobre os Treasuries, e seu índice ganhou 0,11%. O Instituto Nacional de Estatística e Geografia (Inegi) disse que as vendas no varejo do país cresceram menos do que o esperado em junho (+1,5% no ano). Em termos sazonalmente ajustados, as vendas caíram 0,77% em relação ao mês anterior. As informações são da Dow Jones.

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