Bônus do BTG com vencimento em 2022 são negociados com risco de calote

Os bônus 2022 eram cotados a 43,50% do valor de face, 2,5% abaixo da cotação de ontem e 31% abaixo do nível de segunda-feira

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2015 | 15h59

SÃO PAULO - Os bônus do Banco BTG Pactual seguem derretendo e os papéis do vencimento em 2022 já operam em níveis que embutem percepção de calote na dívida. Os bônus 2022 eram cotados nesta manhã a 43,50% do valor de face, 2,5% abaixo da cotação de ontem e 31% abaixo do nível de segunda-feira, quando operavam a 63% do valor de face.

Os papéis da Oi, onde o banco tem uma participação por meio do fundo Caravelas, cederam 9,55% em relação a segunda-feira, para 49,750% do valor de face.

No mercado de dívida, cotações inferiores a 50% do valor de face sinalizam que os investidores estão desconfortáveis com a capacidade de pagamento do emissor.

Hoje, o BTG Pactual informou que André Esteves saiu do bloco de controle do grupo, passando o comando societário para os sócios Marcelo Kalim, Roberto Balls Sallouti, Persio Arida, Antonio Carlos Canto Porto Filho, James Marcos de Oliveira, Renato Monteiro dos Santos e Guilherme da Costa Paes. Os sócios formam o grupo Top Seven Partners. 

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