Bônus emergentes acompanham bolsas de NY e sobem

Balanços das empresas e depoimento de Ben Bernanke estarão no radar dos investidores nos próximos dias

Renato Martins,

20 de julho de 2010 | 18h40

Os preços dos títulos da dívida dos países emergentes subiram, em linha com a alta do mercado norte-americano de ações. Investidores disseram que os informes de resultados das empresas e o depoimento ao Congresso do presidente do Federal Reserve norte-americano, Ben Bernanke, deverão determinar o comportamento dos bônus emergentes nos próximos dias.

 

O prêmio de risco do índice de bônus emergentes Embi Global, do JP Morgan, reduziu-se em 3 pontos-base, para 329 pontos-base acima dos títulos equivalentes do Tesouro dos EUA; em termo de preço, o índice subiu 0,18%.

 

A alta dos preços das commodities beneficiou os títulos latino-americanos e da África do Sul. O bônus brasileiro Global 40 teve alta de 0,3125, para 136,1250 cents por dólar, em dia de divulgação de dados sobre a inflação e na véspera da reunião do banco Central. O risco Chile, porém, elevou-se em 15 pontos-base, para 151 pontos-base acima dos Treasuries, com os investidores preparando-se para uma nova emissão de bônus globais do país, a primeira desde 2004.

 

O risco Hungria deu um salto de 29 pontos-base, para 371 pontos-base acima dos Treasuries, depois de o primeiro-ministro Viktor Orban dizer que o FMI não tem autoridade para dizer a seu país como ele deve alcançar sua meta de redução de déficit orçamentário. No último fim de semana, foram suspensas as conversações entre a Hungria e o FMI e a União Europeia para um novo pacote de crédito, depois de o governo húngaro se recusar a adotar novas medidas de austeridade. As informações são da Dow Jones.

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