Bônus emergentes caem com nervosismo sobre Grécia

Spread de risco do Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan abriu em 3 pontos-base para 273 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,16%

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

23 de março de 2010 | 08h09

Os preços dos bônus de países emergentes caíram em Nova York, com o ressurgimento das preocupações sobre a endividada Grécia estimulando os investidores a buscarem ativos mais seguros, como os Treasuries. As tensões estavam em alta na Europa, com o crescimento no barulho político sobre um potencial pacote de ajuda para a Grécia. No final de semana, a chanceler Angela Merkel, continuou a fazer pressão para uma solução via FMI ao invés da União Europeia.

 

Nesta segunda-feira, o vice-primeiro-ministro da Grécia, Theordore Pangalos, disse que o futuro da UE está em jogo e alertou que se os líderes europeus falharem em tratar do problema da dívida da Grécia, isso irá abalar a integridade da zona do euro. Também o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, renovou seu apoio à tentativa da Grécia de controlar seu déficit orçamentário e indicou que o apoio do BCE e dos governos europeus pode ser possível, se necessário.

 

"Os eventos na Europa se traduziram em uma abertura dos spreads em nossos mercados", disse F. Erich Bauer-Rowe, chefe de transações com bônus de países emergentes da Jefferies em Nova York. "Vamos observar com atenção para ver o que vai acontecer na Europa."

 

As vendas foram leves, mas os investidores também estavam ajustando suas carteiras para abrir espaço para novas emissões e capitalizar com base em yields (taxa de retorno) melhores, disseram traders.

 

O spread de risco do Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan abriu em 3 pontos-base para 273 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,16% no dia.

 

Os bônus de países da Europa emergente registraram os desempenhos mais fracos no Embig. O spread da Polônia subiu 15 pontos-base para 136 pontos-base sobre os Treasuries, depois do país ter precificado uma emissão de € 1,25 bilhão em bônus de 7 anos, com um yield de 3,852%.

 

Na América Latina, a dívida da Argentina continuou a se fortalecer depois do ministro da Economia, Amado Boudou, ter dito que o governo está planejando lançar uma oferta para troca da dívida em default de até US$ 20 bilhões dentro dos próximos 15 dias. Na sexta-feira, a Argentina recebeu a aprovação da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM

norte-americana) para seguir com sua oferta de até US$ 15 bilhões em ativos nos EUA, quando reabrir sua reestruturação da dívida de 2005.

 

A Argentina também está planejando registrar os documentos para sua oferta no Japão, segundo informou o secretário de Finanças argentino, Hernan Lorenzino, durante o encontro anual do BID em Cancún (México). Os bônus argentinos se fortaleceram com a notícia. O spread de risco da Argentina no Embig caiu em 3 pontos-base para 675 pontos-base sobre os

Treasuries, com um ganho de 0,3% no dia. As informações são da Dow Jones.

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