Bônus emergentes caem com sentimento de aversão ao risco

Em Nova York, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - recuou 0,0625 para 133,0125 cents

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

24 de fevereiro de 2010 | 08h17

 Os bônus das dívidas dos países emergentes recuaram sobre os Treasuries em Nova York, pressionados pelos dados negativos da confiança do consumidor nos EUA que estabeleceram uma tendência de queda dos ativos de riscos.

 

O índice de confiança do consumidor americano mergulhou mais de 10 pontos em fevereiro, elevando as preocupações sobre as perspectivas para o consumo, segundo o Conference Board.

 

O spread de risco do Emerging Markets Bond Index Global (Embig) do JPMorgan subiu 12 pontos-base, para 319 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,16% no dia.

 

Em Nova York, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - recuou 0,0625 para 133,0125 cents (preço de oferta). Em São Paulo, na corretora ICAP, o Global40 fechou na máxima do dia em 133,25 cents, de uma mínima em 132,90 cents. O spread de risco do Brasil ganhou 11 pontos-base, para 217 pontos-base sobre os Treasuries, com declínio de 0,25%.

 

Os bônus da dívida da Argentina foram os mais duramente atingidos. Esses bônus são geralmente voláteis em períodos de incerteza econômica, mas eles também foram afetados nesta terça-feira pela especulação de que o ministro da Economia, Amado Boudou, pode deixar o governo. Um funcionário do ministério disse, porém, que a especulação estava sendo

"estimulada pela mídia que faz oposição ao governo". O spread de risco da Argentina subiu 36 pontos-base, para 820 pontos-base sobre os Treasuries, com uma queda de 2,48%.

 

O spread de risco da Venezuela também despencou, avançando 21 pontos-base, para 1.000 pontos-base sobre os Treasuries, com perda de 1,21%.

 

O spread de risco do México ganhou 11 pontos-base, para 250 pontos-base sobre os Treasuries, com alta de 0,03%. O resultado foi influenciado pelos dados de janeiro da balança comercial do país, que apontaram um déficit menor que o esperado de US$ 333 milhões no mês passado. Enquanto isso as vendas no varejo cresceram 1,6% em dezembro, marcando

a primeira alta anual desde agosto de 2008.

 

A Ucrânia continuou a ter um desempenho superior ao do mercado, mantendo a tendência de segunda-feira, que refletiu a saída do primeiro-ministro Yulia Tymoshenko da disputa presidencial, dando a vitória a Viktor Yanukovych. O spread de risco da Ucrânia caiu 11 pontos-base, para 797 pontos-base sobre os Treasuries, embora tenha registrado queda de 0,14%. As informações são da Dow Jones e de fontes do mercado.

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