Bônus emergentes ficam estáveis; Brasil sobe após Moody’s

Prêmio de risco dos bônus do Brasil reduziu-se em 11 pontos-base, para 171 pontos-base acima dos Treasuries 

Renato Martins, da Agência Estado,

20 de junho de 2011 | 18h06

Os preços dos bônus da dívida dos países emergentes ficaram relativamente estáveis, com o mercado na expectativa do voto de confiança a que o governo da Grécia vai se submeter no Parlamento do país nesta terça-feira. O prêmio de risco do índice Emerging Markets Bond Index Global (Embig), do JPMorgan, reduziu-se em 4 pontos-base, para 320 pontos-base acima dos títulos do Tesouro dos EUA; em termos de preço, o Embig ficou estável.

A aprovação de um novo pacote de ajuda financeira para a Grécia depende de o Parlamento do país aprovar uma nova rodada de privatizações e medidas de austeridade, mas primeiro o governo do primeiro-ministro George Papandreou deve sobreviver ao voto de confiança.

"Ainda há muita incerteza sobre o que está acontecendo na Europa, e essa incerteza alimenta a falta de convicção para investir", disse o estrategista Nick Chamie, da RBC Capital Markets.

O spread dos bônus da Turquia reduziu-se em 4 pontos-base, para 226 pontos-base acima dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA); em termos de preço, sua parcela no Embig subiu 0,1%. "Os bancos da Turquia têm uma exposição considerável à Grécia e a outros sistemas bancários periféricos", observou Chamie.

O prêmio de risco dos bônus do Brasil reduziu-se em 11 pontos-base, para 171 pontos-base acima dos Treasuries, e sua parcela no Embig subiu 0,5% em termos de preço, depois de a Moody's elevar o rating do País para Baa2, de Baa3, mantendo perspectiva positiva. As informações são da Dow Jones.

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