Bônus emergentes perdem força com realização de lucros

Prêmio de risco da Argentina ficou estável em 644 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno negativo de 1,35%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

29 de março de 2010 | 08h15

Os bônus da dívida dos mercados emergentes perderam força, na sexta-feira, pressionados pela realização de lucros após uma semana em que os papéis dos países em desenvolvimento diminuíram seu prêmio de risco em relação aos Treasuries para o menor nível em 27 meses. O prêmio de risco do Emerging Markets Bond Index Global (Embig) do JPMorgan subia quatro pontos-base, para 260 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno negativo de 0,45%. O Global40, principal título da dívida brasileira recuou para 134 pontos.

 

O prêmio de risco da Argentina ficou estável em 644 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno negativo de 1,35%. O país está preparando um swap de bônus para os detentores de uma dívida em default. Na Venezuela, o spread de risco aumentou 11 pontos-base, para 909 pontos-base sobre os Treasuries, com retorno negativo de 1,02%. Analistas do Barclays Capital afirmaram em uma nota que os benefícios da recente desvalorização da moeda venezuelana indicam que as "autoridades não pretendem emitir nos mercados internacionais no curto prazo."

 

O prêmio de risco da Rússia no Embig cresceu sete pontos-base sobre os Treasuries, para 161 pontos-base, após o banco central do país diminuir a taxa básica de juro pela segunda vez neste ano. As informações são da Dow Jones.

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