Bônus emergentes se fortalecem com queda de títulos dos EUA

Em Nova York, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - caiu 0,0625 para 134,1875 cents (preço de oferta)

Suzi Katzumata, da Agência Estado,

26 de março de 2010 | 08h27

Os bônus da dívida de mercados emergentes se fortaleceram para níveis que não eram vistos há mais de dois anos em Nova York, beneficiados por um novo declínio dos preços dos Treasuries.

 

Os investidores continuaram a favorecer créditos de maior risco em busca de yields (taxa de retorno) mais altos, uma vez que as taxas de juro no mundo desenvolvimento continuam próximas das mínimas históricas. Em depoimento em um comitê da Câmara, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, confirmou que taxas de juro historicamente baixas ainda são necessárias para dar suporte à economia dos EUA.

 

O spread de risco do Emerging Market Bond Index Global do JPMorgan caiu em 6 pontos-base para 253 pontos-base sobre os Treasuries - o menor spread desde dezembro de 2007 e cerca de 100 pontos-base distante de uma mínima histórica.

 

Contudo, as preocupações que conduziram a uma queda das ações em Nova York, assim como sinais de que o Brasil pode em breve subir sua taxa de juro básica, fizeram com que o Embig registrasse uma perda de 0,19% no dia.

 

Em Nova York, o Global40 - principal título da dívida externa brasileira - caiu 0,0625 para 134,1875 cents (preço de oferta). O spread do Brasil no Embig caiu 4 pontos-base para 174 pontos-base sobre os Treasuries, com uma queda de 0,23% no dia.

 

Entre as notícias do dia, o Banco Central brasileiro divulgou a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que indicou que a autoridade monetária está se preparando para subir a taxa Selic para conter a robusta demanda doméstica e as pressões inflacionárias.

 

"Houve um consenso entre os membros do comitê quanto à necessidade de se implementar um ajuste na taxa básica de juros, de forma a conter o descompasso entre o ritmo de expansão da demanda doméstica e a capacidade produtiva da economia, bem como para reforçar a ancoragem das expectativas de inflação", segundo a ata.

 

Analistas do Barclays Capital esperam que o BC eleve a taxa Selic em 0,50 ponto porcentual em cada um dos próximos cinco encontros, a partir de abril, elevando a taxa para 11,25%. No último encontro, o Copom votou pela manutenção da Selic em 8,75%.

 

Em outras partes, o banco central da África do Sul surpreendeu os analistas e os mercados ao reduzir sua taxa de empréstimo benchmark em 0,50 ponto porcentual para 6,50%, aproveitando uma melhora da perspectiva para inflação para ajudar a estimular a recuperação econômica. O spread da África do Sul no Embig caiu 6 pontos-base para 133 pontos-base sobre os Treasuries, com uma perda de 0,27% no dia.

 

A Colômbia informou que registrou uma expansão de 2,5% do PIB no quarto trimestre em comparação com igual período do ano anterior, que refletiu o forte crescimento dos setores de construção e mineração. Este foi o primeiro trimestre de crescimento da economia desde o terceiro trimestre de 2008. O spread de risco da Colômbia no Embig ficou estável em 180 pontos-base sobre os Treasuries, com uma queda de 0,55%. As informações são da Dow Jones.

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