Bônus emergentes sobem apesar de receios com Grécia

 Prêmio de risco do Embig, do JPMorgan caiu para 269 pontos-base sobre os Treasuries, enquanto o índice teve retorno positivo de 0,11%

Gustavo Nicoletta, da Agência Estado,

24 de março de 2010 | 08h20

Os bônus da dívida dos países emergentes ganharam força, com investidores migrando de aplicações consideradas seguras para ativos de maior rendimento devido ao contexto de juros baixos da economia mundial, embora ainda pairem sobre o mercado receios ligados aos

problemas fiscais da Grécia. O prêmio de risco do Emerging Market Bond Index Global (Embig), do JPMorgan caiu para 269 pontos-base sobre os Treasuries, enquanto o índice teve retorno positivo de 0,11%.

 

"O espaço para o crédito nos mercados emergentes já está mais do que completamente preenchido. Eu não sei quanto avanço ainda podemos ter nesse momento", disse Bill Geisler, gerente de carteiras de investimento da Malbec Partners.

 

Muitos investidores aguardam novas emissões na expectativa de obter títulos com retorno elevado. Nesta terça-feira, a mexicana America Movil ofertou US$ 4 bi em bônus em três partes: uma de US$ 750 milhões em títulos com vencimento em 5 anos; outra de US$ 2 bilhões, com vencimento em 10 anos; e outra de US$ 1,25 bilhão, com vencimento em 30 anos.

 

A demanda pelos papéis chegou a US$ 9 bilhões e, diante disso, a empresa conseguiu oferecer

prêmios de risco pequenos tendo como base os juros de Treasuries de igual vencimento. As

informações são da Dow Jones.

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