Bônus emergentes sobem com menor volatilidade

Em São Paulo, na corretora ICAP, o Global40 foi cotado a 133,45 cents

André Lachini, da Âgência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 08h18

Os bônus das dívidas dos mercados emergentes terminaram a semana passada ligeiramente mais fortes, mantendo os ganhos do período, em outro sinal de que a recente volatilidade do mercado pode estar diminuindo. Os créditos soberanos de maior risco lideraram os ganhos, refletindo a demanda dos investidores pelos bônus da Argentina e da Venezuela, considerando os recentes declínios desses papéis.

 

O prêmio de risco do Emerging Markets Bond Index Global (Embig) do JPMorgan caiu um ponto-base, para 309 pontos-base sobre os Treasuries no final da tarde de sexta-feira. O índice ganhou 0,06% no dia. Em Nova York, o título brasileiro Global40 ficou inalterado com preço de oferta de 133,125 cents. Em São Paulo, na corretora ICAP, o Global40 foi cotado a 133,45 cents.

 

O spread de risco da Argentina no Embig caiu 29 pontos-base para 765 pontos-base sobre os Treasuries, com um ganho de 1,14%. O spread da Venezuela no Embig recuou 10 pontos-base para 978 pontos-base sobre os Treasuries, com uma alta de 0,33%.

 

A Argentina informou um superávit comercial de US$ 1,22 bilhão em janeiro, um avanço de 23% no ano, disse a presidente Cristina Fernández de Kirchner num discurso. O comércio exterior argentino desacelerou no ano passado, mas as importações caíram de maneira bem mais drástica que as exportações, ajudando a manter um amplo superávit. A presidente não especificou dados para importações versus exportações.

 

A Turquia não assistiu a um impulso nos seus bônus após a agência Standard & Poor's ter elevado seu rating soberano para BB e assinalado a possibilidade de outra melhora nos próximos 12 a 24 meses. O spread da Turquia no Embig subiu um ponto-base sobre os Treasuries para 222 pontos-base, com um retorno negativo de 0,24% no dia.

 

O spread do México no Embig subiu um ponto-base em alta sobre os Treasuries, a 197 pontos-base, com um declínio de 0,02%. O banco central mexicano manteve sua taxa de empréstimo overnight de referência a 4,5% pelo sétimo mês seguindo, dizendo que as expectativas de inflação ainda estão bem ancoradas apesar da alta dos preços. O BC disse ainda que a direção da política monetária vai depender do movimento da inflação, se ela vai se aproximar de sua meta de 3% no final do próximo ano. As informações são da Dow Jones.

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