Bônus emergentes tiveram desempenho misto

Bônus benchmark do Brasil, Global40, caía 0,1875 cent para 134,75 cents

Regina Cardeal, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 08h48

Os bônus dos mercados emergentes tiveram desempenho misto, mas, os que caíram, não perderam muito terreno, em meio ao fluxo ainda elevado, dada a exposição mínima deste tipo de ativo aos temores globais que afetam os mercados financeiros, disseram investidores. O sentimento de risco global piorou recentemente com a acusação de fraude do Goldman Sachs feita pela SEC (Securities and Exchange Commission, a CVM norte-americana) e o impacto econômico derivado da erupção vulcânica na Islândia.

 

O prêmio de risco do Emerging Markets Bond Index Global (Embig), calculado pelo JPMorgan, ficou inalterado em 251 pontos-base acima dos Treasuries nas transações da tarde em Nova York. No dia, o índice perdeu 0,09%. O bônus benchmark do Brasil, Global40, caía 0,1875 cent para 134,75 cents.

 

Enquanto pesos-pesado como Brasil e México sofreram pouca alteração no dia, Equador e Malásia tiveram desempenho acima da média. O spread do Equador caiu 28 pontos-base para 794 pontos-base sobre os Treasuries e seu índice ganhou 1,06% no dia.

 

O presidente do banco central do Equador, Diego Borja, buscou afastar os temores de que o BC enfrente problemas por causa de empréstimos feitos por bancos estatais de desenvolvimento usando reservas internacionais. Ele disse que o balanço e o capital do BC estão em posição "ótima".

 

As declarações foram feitas depois de, no fim de semana, o Equador ter ameaçado expropriar ativos de companhias estrangeiras de petróleo a menos que elas concordem em entregar mais receita de petróleo ao governo necessitado de caixa. As companhias em risco incluem a Petrobras, as chinesas Andes Petroleum e Petroriental, a italiana Eni e a espanhola Repsol YPF.

 

O Embig da Malásia recuou 22 pontos-base para 103 pontos-base sobre os Treasuries e ganhou 1,01% no dia. Analistas disseram que a economia do país está numa posição forte e recomendaram a compra de seus bônus soberanos, sobretudo depois de o Banco Central de Cingapura ter apertado a política monetária na semana passada. O JPMorgan Research espera que o BC da Malásia aperte sua política nas próximas duas reuniões.

 

A dívida da Venezuela continua a ganhar força em relação aos Treasuries, caindo cinco pontos-base para 841 pontos-base sobre os Treasuries. No dia, o índice ganhou 0,29%.

 

O presidente Hugo Chávez anunciou que a China dará US$ 20 bilhões em funding novo à Venezuela em troca de petróleo. A agência de notícias Xinhua, da China, disse que os US$ 20 bilhões são empréstimos facilitados para o setor de energia da Venezuela e serão fornecidos pelo Banco de Desenvolvimento da China. As informações são da Dow Jones.

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