Bovespa abre com alta de 0,23% e sugere recuperação

Depois de uma segunda-feira tensa, em que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou o seu pior desempenho desde o dia 18 de outubro do ano passado - fechou em baixa de 3,28%, em 36.496 pontos - o mercado brasileiro sugere recuperação. O principal índice da Bovespa, o Ibovespa, abriu com ganho de 0,23%, acompanhando a melhora internacional. O risco Brasil recuava para 271 pontos e o dólar abriu em baixa. As principais bolsas da Ásia voltaram a fechar em queda, mas com menos intensidade do que na véspera. Mas na Europa e nos Estados Unidos as bolsas tentam reagir. A de Londres subia 1,86%, impulsionada pelas ações das mineradoras e petrolíferas. Em Nova York, o Nasdaq futuro avançava 0,66% e o S&P 500, +0,53%. Os preços das commodities metálicas também dão sinais de recuperação. O petróleo opera em alta de mais de 1%, puxado por previsões de furacões nos EUA e comentários da Venezuela defendendo um corte na produção. Mas a sustentação dessa melhora esboçado no GTS (sistema eletrônico da Bolsa de Mercadorias & Futuros/BM&F) vai depender do comportamento dos mercados internacionais ao longo do dia. Diante das últimas turbulências, nada mais natural que o depoimento do presidente do Fed (o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, às 11 horas, sobre educação em finanças no Comitê de Bancos do Senado, em Washington, seja cercado de expectativa. E como o investidor está ávido por notícias sobre inflação e atividade dados que em circunstâncias de normalidade não teriam muito destaque agora ganham relevância. É o caso do índice de atividade industrial regional de maio, do Fed de Richmond, que também sai às 11 horas. Mas a percepção geral é de que até sexta-feira, quando sai o núcleo do PCE, indicador preferido do Fed para monitorar a inflação, o mercado vai continuar muito volátil diante das incertezas sobre a direção do juro norte-americano. A previsão é de aumento de 0,2% para o núcleo do índice de preços PCE em abril, após elevação de 0,3% em março e de alta de 2,9% nos 12 meses até abril. Analistas dizem que a Bovespa teve uma reação exacerbada ontem devido ao receio de estaginflação na economia norte-americana. Na mínima do dia chegou a cair 5,48%. Com a queda do dia anterior, a bolsa passou a acumular baixa de 9,58% em maio e alta de 9,09% em 2006.

Agencia Estado,

23 de maio de 2006 | 10h15

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