Bovespa abre em alta após medidas do CMN

Às 11h18 (horário de Brasília), no entanto, o índice Bovespa (Ibovespa) passava para o vermelho e cedia 0,13% aos 70.312,46 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

21 de outubro de 2010 | 11h11

Enquanto os investidores digerem as medidas anunciadas ontem pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para fechar as brechas na cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abre em alta, acompanhando o exterior. A nova restrição a aplicações externas no País deve gerar efeitos de curtíssimo prazo, assim como vem ocorrendo no mercado de câmbio, com as atenções voltadas mais para a dinâmica das economias no mundo. Às 11h18 (horário de Brasília), no entanto, o índice Bovespa (Ibovespa) passava para o vermelho e cedia 0,13% aos 70.312,46 pontos.  O governo fechou ontem as brechas que os investidores estrangeiros poderiam usar para driblar o novo IOF de 6% nos depósitos de garantias para negócios no mercado futuro. Por meio de duas resoluções do CMN e de uma determinação direta do BC para a BM&FBovespa, a equipe econômica busca reduzir a especulação cambial no mercado futuro. Na resolução 3914, o CMN proibiu as instituições financeiras que operam no Brasil de realizar operações de "aluguel, troca ou empréstimo de títulos, valores mobiliários e ouro para investidor não residente cujo objetivo seja o de realizar operações nos mercados de derivativos". A medida não atinge operações já feitas.

Outra janela fechada foi a que possibilitava aos estrangeiros que já tinham recursos no Brasil colocar os ativos como margem na BM&FBovespa sem pagar o IOF. O BC também determinou que a BM&FBovespa não aceite cartas de fiança como garantia nas operações de derivativos - elas estavam livres da taxação pelo IOF. Os analistas ainda destoam nas avaliações do impacto dessas novas medidas sobre a Bolsa e dizem que é fundamental acompanhar o comportamento do fluxo de capital externo na sessão de hoje.

Caso o efeito seja reduzido, a Bolsa deve manter a tendência de acompanhar o desempenho dos mercados internacionais, onde os dados chineses surtiram pouca reação, diante da resposta antecipada de Pequim de elevar os juros no país. Segundo números divulgados hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) do gigante asiático desacelerou para um crescimento de 9,6% no terceiro trimestre deste ano. O resultado é menor que a alta de 10,3% apontada no trimestre imediatamente anterior. Já a inflação ganhou força e atingiu o maior patamar em quase dois anos: 3,6% em setembro, em base anual.

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