Bovespa abre em alta, com alívio após PIB chinês

O crescimento econômico chinês em linha com o esperado garante uma abertura em alta da Bovespa nesta segunda-feira, 15, facilitando o desafio de manter o patamar dos 45 mil pontos. Ainda assim, a perda de tração na China pode influenciar na performance da Vale, neste dia de vencimento de opções sobre ações. O exercício, aliás, tende a aguçar a volatilidade dos negócios locais, ao menos até o início da tarde. Por volta das 10h30, o Ibovespa subia 0,81%, aos 45.900,03 pontos.

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

15 de julho de 2013 | 10h50

O Produto Interno Bruto (PIB) da China mostrou expansão de 7,5% no segundo trimestre deste ano, confirmando as previsões, mas desacelerando em relação à expansão de 7,7% verificada nos três primeiros meses de 2013. Foi o quinto trimestre consecutivo em que o crescimento chinês ficou abaixo de 8% e a nona vez, nos últimos dez trimestres, em que houve desaceleração da atividade. A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1% e as ações de mineradoras figuram entre os destaques de alta nas praças europeias.

Para a equipe do Bradesco, "esse resultado reforça a perda gradual de ritmo pelo qual a economia chinesa vem passando" e amplia as chances de confirmar a expectativa do banco de alta de 7,3% em 2013. De fato, os números chineses de junho mostraram desaceleração da indústria acompanhada de arrefecimento nos investimentos em ativos fixos não rurais, embora as vendas no varejo avançaram pelo quinto mês seguido. "O grande desafio para os próximos meses será manter esse arrefecimento moderado, sem lançar mão de fortes estímulos de curto prazo", comenta, em relatório, o Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depec) do Bradesco.

Já nos Estados Unidos, o comércio varejista registrou alta de 0,4% em junho, abaixo da previsão de +0,8%, e com revisão, para baixo, das vendas do varejo em maio, de +0,6% para +0,5%. Em reação, o futuro do S&P 500 subia 0,19%, no horário acima, também digerindo o índice regional de atividade em Nova York que, por sua vez, subiu a 9,46 em julho, contrariando a previsão de queda a 4,3.

A safra de balanços por lá também segue a pleno vapor, com a divulgação do lucro líquido de US$ 4,2 bilhões (US$ 1,34 por ação) do Citigroup entre abril e junho deste ano, alta de 42% na comparação anual.

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