Bovespa abre em alta com o foco nos 71 mil pontos

Às 11h37 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,60%, para 70.991 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

28 de outubro de 2010 | 11h41

Os mercados se orientam principalmente pela temporada de balanços, que sustenta os ganhos nas bolsas internacionais e na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que hoje tem a chance de retomar os 71 mil pontos. O único indicador econômico programado para o dia nos Estados Unidos contrariou a previsão de alta e mostrou queda nos pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada no país, para o menor nível desde julho. O resultado contribui para a alta das bolsas. Às 11h37 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,60%, para 70.991 pontos.

No Brasil, os investidores concentram as atenções nos resultados financeiros de Vale, Redecard, Usiminas e Santander - anunciados entre a noite de ontem e esta manhã. O mercado aguarda ainda os números trimestrais de CSN, Embraer, Oi e Lojas Renner, a serem divulgados ainda hoje.

A mineradora Vale anunciou um lucro líquido 253,4% maior no terceiro trimestre deste ano, de R$ 10,554 bilhões, na comparação com igual trimestre do ano passado, no padrão contábil brasileiro (BR GAAP). Em relatório, o analista do BB Investimentos, Antonio Emílio Bittencourt Ruiz, avalia que a Vale apresentou um ótimo resultado no período, com recordes trimestrais para receita, margens, lucro e geração de caixa. "Esperávamos um forte desempenho baseado no grande aumento da produção e dos preços praticados nos principais produtos", afirmou. "Mesmo assim, os números ficaram bastante superiores às nossas expectativas."

Ainda entre empresas ligadas a commodities, a Usiminas abriu a temporada de resultados entre as siderúrgicas e reportou um crescimento de 14% no lucro líquido do terceiro trimestre, a R$ 495 milhões, apesar de registrar uma queda de 9% nas vendas em volume, em um período marcado por fortes importações de aço no País.

Os papéis da Redecard na Bolsa também devem repercutir os números do terceiro trimestre, quando a empresa registrou um lucro líquido de R$ 324,1 milhões, 2,7% inferior ao apurado um ano antes. O resultado ficou 13,6% abaixo da projeção dos analistas para o período. Sua principal rival, a Cielo, divulgou números preliminares de seu balanço no período, no qual deve apresentar aumento de 23,1% no lucro, para R$ 488,5 milhões, em base anual.

Já o Santander deu continuidade à divulgação de resultados de grandes bancos, um dia após o lucro trimestral recorde do Bradesco. O Santander lucrou R$ 1,934 bilhões no terceiro trimestre deste ano, considerando o padrão contábil internacional IFRS. O resultado no Brasil representa uma expansão de 31,4% ante igual trimestre de 2009. O aumento foi puxado pela aceleração do crescimento do crédito, aliado a um cenário de inadimplência em baixa. Somente no crédito pessoal a expansão foi de 21% em 12 meses.

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