Bovespa abre em alta com PAC e clima externo favorável

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu hoje em alta na expectativa da divulgação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que o governo anunciou. O conjunto de obras do PAC prevê investimentos públicos e privados de R$ 500 bilhões em quatro anos. Como grande parte desse recursos, R$ 300 bilhões, deve vir do Orçamento da União e das estatais, o mercado vai abrir de olho nas ações de Eletrobras, Petrobras e Banco do Brasil. Segundo O Estado de S. Paulo de hoje, só a Petrobras investirá 40% desse valor (R$ 120 bilhões, dos quais R$ 54,9 bilhões seriam este ano). Às 11h05, a Bovespa subia 0,51%, aos 43.647 pontos. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, com o objetivo de arrecadar mais recursos, o governo estaria trabalhando com a possibilidade de vender ações da União que excedam o bloco de controle acionário em empresas estatais. O Banco do Brasil estaria nessa lista e a Caixa Econômica Federal, que não é negociada em Bolsa, também. Os papéis de empresas de infra-estrutura (CCR, OHL e América Logística), construção (Gafisa, Rossi, Cyrela, Company) e saneamento (Sabesp, Sanepar, do Paraná, e Copasa, de Minas Gerais) devem reagir positivamente ao PAC. "Tudo que envolve crescimento é bom para a Bolsa", afirmou um especialista. Os investidores em ações têm ainda outro motivo para se animar. A possibilidade de um corte de juro de 0,50 ponto porcentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que começa amanhã e na quarta-feira anuncia a sua decisão, embora a aposta majoritária seja de um corte mais parcimonioso, de 0,25 ponto. No entanto, os investidores estão divididas em relação ao tamanho da redução. Vale destacar a queda do risco País, que atingiu nova mínima histórica por volta das 10h40, de 182 pontos-base, cinco pontos de queda em relação ao fechamento de sexta-feira. No lado externo, o clima é de tranqüilidade, com os índices futuros de ações em Nova York operando em alta e o petróleo reagindo às previsões de temperaturas mais baixas no Nordeste dos Estados Unidos. Na Europa, as bolsas têm desempenho positivo.

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