Bovespa abre em alta, com reação positiva a 2º turno

A primeira reação da Bolsa de Valores de São Paulo ao resultado inesperado da eleição presidencial, que vai para o segundo turno, está sendo positiva. O índice Ibovespa à vista subia 1,34% às 10h11, a 36.939 pontos, na máxima do dia até este horário. "Com o Geraldo Alckmin, o investidor tem esperança de um crescimento maior da economia e de privatização das empresas", afirmou uma fonte. Há grande expectativa de que o candidato do PSDB retome as privatizações de empresas do setor de infra-estrutura, como por exemplo Eletrobras. Mas, segundo analistas, outras empresas estatais como Petrobras e Banco do Brasil, assim como empresas privadas ligadas ao setor, também podem vir a se beneficiar, nesse primeiro momento, do resultado do primeiro turno das eleições. No curto prazo, o mercado de ações tende a reagir com mais intensidade a realização de segundo turno na eleição presidencial. Mas os analistas também não ignoram que esse deverá ser um mês difícil, alterando ondas de euforia com ondas de depressão. O cenário mais provável até o dia 29, quando ocorre o segundo turno, é de volatilidade nos negócios. "O mercado deverá viver um mês de incertezas", disse um especialista. A essas incertezas políticas, somam-se as dúvidas sobre o ritmo de desaceleração no mercado norte-americano. O mercado internacional e as commodities em geral vão continuar dando as cartas. O primeiro dia do último trimestre do ano está começando com sinal de baixa nos EUA, depois de as bolsas norte-americanas terem encerrado o terceiro trimestre com ganhos polpudos, nas máximas históricas. A liquidez nos negócios tende a ser reduzida por causa do feriado judaico, que começou ontem e se prolonga até o crepúsculo desta segunda-feira, e as celebrações do Dia Nacional na China, que mantém os mercados fechado no país durante toda a semana. Na Bovespa, as atenções devem se voltar na abertura para as ações da Gol e da Embraer por causa do acidente aéreo ocorrido na sexta-feira. Um Boeing da Gol, que fazia o vôo 1907, de Manaus para o Rio, com escala em Brasília, se chocou com um jato Legacy, de fabricação da Embraer. Na dúvida do que provocou o acidente, operadores acham que primeira reação dos investidores hoje deverá ser vender os papéis das duas empresas.

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