Bovespa abre em alta com sinais de melhora externa

Após ter se desvalorizado 9% em uma semana, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta e sinaliza disposição para se recuperar nesta quinta-feira. Às 10h04, o Índice Bovespa (principal indicador da bolsa) subia 0,48%, aos 38.473 pontos. Hoje, a agenda nos EUA não reserva indicadores econômicos tão relevantes como os dois últimos dias (inflação no atacado e varejo), que levaram os investidores a se ajustarem a uma expectativa mais alta de inflação e juro na maior economia do mundo. Mais do que os dados econômicos previstos para esta quinta-feira (auxílio-desemprego, atividade do Federal Reserve de Filadélfia e indicadores antecedentes da Conference Board), o que está provocando mais expectativa é a fala do presidente do Fed, Ben Bernanke, às 10h30, e do secretário do Tesouro, John Snow, que depõe sobre práticas cambiais ao comitê bancário do Senado. Não se espera nenhuma declaração surpreendente de Bernanke, mas nem por isso o mercado vai se descuidar. A queda ontem da Bovespa, de 2,86%, que trouxe o índice à vista para 38.290 pontos, está sendo considerada um exagero pelos analistas. "A reação de ontem reflete mais a incerteza sobre a inflação e juro nos EUA do que qualquer tipo de certeza", afirmou um analista. A avaliação é de que nesse nível o mercado volta a atrair compradores. A questão é saber se os estrangeiros, que conduziram o Ibovespa aos 42 mil pontos, vão voltar. A Bovespa confirmou ontem à noite saída líquida de R$ 443,0 milhões de capital externo no dia 15, segunda-feira. No ano, o fluxo de recursos ainda é bastante confortável, com entrada líquida de R$ 3,826 bilhões. Num ponto todos concordam. A Bovespa deve passar por uma fase de alta volatilidade até o final de junho, quando será realizada a reunião do Fed. Cada dado sobre inflação, atividade e mercado de trabalho que for divulgado até lá nos EUA vai provocar oscilações no mercado, para o bem ou para o mal. O Nasdaq, que recuou 1,5% ontem, zerou os ganhos no ano e está negativo em 0,4%. O Dow teve a maior baixa desde março de 2003. A Vale do Rio Doce anunciou esta manhã que fechou acordo de reajuste de 19% para o minério de ferro com a Posco, a maior siderúrgica da Coréia. Esse mesmo porcentual foi fechado pela Rio Tinto informou com as maiores siderúrgicas japonesas, a exemplo a Vale ontem. Já as siderúrgicas chinesas continuam dando declarações de que não vão aceitar um aumento de 19% nos preços do minério.

Agencia Estado,

18 de maio de 2006 | 10h12

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