Bovespa abre em alta de olho no fluxo externo

Às 11h24 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,45%, aos 69.845,59  pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

25 de outubro de 2010 | 11h17

Sem novidades no encontro do G-20 na Coreia do Sul, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, de olho no fluxo de capital externo para o País. Após uma saída maciça de recursos estrangeiros nas últimas sessões da semana passada, o comprometimento dos países que representam as 20 maiores economias do mundo em evitar uma desvalorização cambial e reduzir os riscos de uma volatilidade excessiva nas moedas pode arrefecer o temor dos investidores de uma nova taxação no mercado acionário brasileiro. Ao mesmo tempo, os agentes acompanham a agenda econômica, que ganha força com a temporada de balanços. Às 11h24 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,45%, aos 69.845,59  pontos.

Depois dos anúncios feitos pela equipe econômica na semana passada, de dificultar a entrada de capital especulativo no País, os investidores estrangeiros ficaram receosos quanto à possibilidade de novas medidas serem adotadas na renda variável. Uma das possibilidades é a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital externo em ações, que está em 2% há cerca de um ano. O temor provocou uma onda vendedora, sobretudo nas ações de primeira linha, castigando o desempenho do Ibovespa.

Segundo a equipe de análise gráfica do Itaú Securities, o índice à vista segue sem tendência definida no curtíssimo prazo, com resistência chave em 71 mil pontos. Abaixo desse nível, a força compradora segue frágil, mas uma queda mais agressiva pode perder pressão ao redor dos 68 mil pontos. Para analistas, a temporada de balanços de empresas brasileiras deve ser o próximo gatilho de alta para os negócios. Nesta semana saem os resultados financeiros de companhias como Bradesco, Santander, Vale, Embraer, CSN, Usiminas, Oi e TIM. Hoje, será apresentado apenas o balanço da M. Dias Branco, após o fechamento da Bolsa.

Ainda no noticiário corporativo, a Cosan encerrou o segundo trimestre de seu exercício social 2010/2011 com uma receita líquida de R$ 4,7 bilhões, o equivalente a uma alta de 32,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados são prévios e o resultado oficial será divulgado em 10 de novembro.

No exterior, a ausência de um compromisso dos líderes econômicos em relação ao câmbio foi entendida como um sinal verde ao Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) para uma nova rodada de afrouxamento monetário nos EUA.

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