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Bovespa abre em alta de olho nos EUA

Às 10h05, o Ibovespa subia 0,29%, num movimento que pode perder a força ao longo do dia  

OLÍVIA BULLA, Agencia Estado

19 de junho de 2013 | 10h16

A Bovespa abriu o pregão desta quarta-feira, 19, em alta, mas o movimento pode não ter força diante do comportamento lateral dos mercados internacionais na expectativa pela definição da política monetária nos Estados Unidos. Afora esse evento, a agenda econômica global está esvaziada, o que eleva a apreensão com a decisão do Federal Reserve e a entrevista coletiva do presidente da instituição, Ben Bernanke. Internamente, os agentes financeiros seguem atentos ao fluxo de recursos, principalmente externos, em meio à decisão da Votorantim Cimentos de suspender a oferta de units. Às 10h05, o Ibovespa subia 0,29%, aos 49.610,49 pontos.

A oferta pública inicial (IPO) de distribuição primária e secundária de units da Votorantim Cimentos está interrompida até o dia 11 de setembro, informou a companhia nesta quarta-feira. A informação foi publicada no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Segundo comunicado da maior produtora de cimentos do País, o pedido foi feito devido às condições desfavoráveis de mercado.

Profissionais consultados veem a notícia como mais um fator agravante do cenário macroeconômico doméstico, uma vez que a operação estava sendo vista como um termômetro capaz de medir a credibilidade dos investidores com o Brasil.

Outro foco entre as ações de empresas brasileiras é a Vale. A mineradora pode reagir à notícia de que as importações de minério de ferro da China devem subir para um recorde de 750 milhões de toneladas em 2013, de 744 milhões de toneladas da commodity importadas no ano passado.

Mas o maior destaque para os mercados financeiros globais fica para o meio da tarde, quando o Fed anuncia a decisão sobre os juros básicos nos EUA. Na sequência, Bernanke concede um entrevista coletiva. "A entrevista de Bernanke será fundamental para avaliar o tom de abordagem de eventual contração da compra de bônus nos próximos meses", avalia, em relatório, o economista da Órama Investimentos, Álvaro Bandeira.

Consequência disso, acrescenta ele, é que os negócios com risco não devem definir muita tendência na parte da manhã desta quarta-feira. Ainda às 10h05, o futuro do S&P 500 estava estável.

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