Bovespa abre em alta de olho nos EUA e na Petrobrás

Às 10h42 (horário de Brasília), o índice Bovespa avançava 0,52%, para 64.197,64 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

27 de agosto de 2010 | 10h28

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, à espera do pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), marcado para as 11 horas (horário de Brasília). A capitalização da Petrobrás também é monitorada pelos investidores, que aguardam a definição oficial sobre o preço do barril do petróleo que será utilizado no processo. Às 10h42 (horário de Brasília), o índice Bovespa avançava 0,52%, para 64.197,64 pontos.

O crescimento da economia dos EUA no trimestre passado foi mais lento que o estimado anteriormente, confirmando que a recuperação norte-americana está perdendo tração. Dados divulgados hoje mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 1,6% entre abril e junho de 2010, abaixo da leitura preliminar de avanço de 2,4%, mas acima do consenso dos analistas, de revisão para alta de 1,3%. Imediatamente após os números, os índices futuros de Nova York ampliaram os ganhos apurados desde cedo. Mas a cautela dos investidores ainda é grande, à espera de sinalizações de Bernanke sobre que pode ser feito para reanimar a já frágil economia norte-americana.

O mercado doméstico também aguarda novas informações a respeito do processo de capitalização da Petrobras. O governo já teria batido o martelo e, salvo qualquer argumentação extraordinária nos próximos dias, o preço do barril da cessão onerosa deverá ficar em US$ 8,50. Porém, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, desmentiu, por meio de sua assessoria de imprensa, que o governo tenha definido o preço do barril que será cedido onerosamente à estatal. Ele afirmou que qualquer informação nesse sentido "é pura especulação". Segundo Mantega, as análises dos dados técnicos não foram concluídas, o que deverá ocorrer na próxima semana.

A Vale também deve agitar os negócios na Bolsa, diante da informação de que a mineradora reduzirá o preço do minério de ferro em cerca de 10% a partir de outubro, pela primeira vez desde a adoção do novo sistema de revisão trimestral da matéria-prima. Depois de aplicar aumentos de 170% ao longo deste ano, a redução a partir do próximo trimestre se dará com base nos novos valores usados como referência no mercado à vista da China, que caiu nos últimos meses. O índice preciso só será fechado na próxima terça-feira, mas a mineradora não vai tornar públicos os novos preços, já que, a partir de outubro, cada cliente receberá sua fatura com os valores já atualizados.

Tudo o que sabemos sobre:
açõesBovespaPetrobrásVale

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.