Bovespa abre em alta e deve buscar recuperação

Às 10h04, o Ibovespa subia 0,51%, aos 65.747,82 pontos

Olivia Bulla, da Agência Estado ,

19 de abril de 2011 | 10h02

A Bovespa busca uma ligeira recuperação nesta terça-feira, acompanhando a tentativa de melhora observada nos mercados internacionais, após o tombo global da véspera. A ausência de notícias negativas bem como de indicadores econômicos relevantes contribuem para esse movimento, embora o sinal amarelo continue aceso sobre os negócios. Às 10h04, o Ibovespa subia 0,51%, aos 65.747,82 pontos.

"Tudo indica que haverá uma ligeira recuperação, pelo menos na abertura", avalia o estrategista-chefe da SLW Corretora, Pedro Galdi. Ele ressalta que a ausência de notícias ruins - a despeito dos cenários já precificados de crise das dívidas na Europa e de aperto monetário na China - e a agenda econômica fraca favorecem uma retomada. "Por falta de notícia o mercado deve recuperar um pouco", completa, acrescentando que a cautela deve continuar revestindo os negócios, após o alerta feito pela Standard & Poor's sobre a situação fiscal nos EUA.

Há pouco, por lá, foi informado que as obras de imóveis residenciais norte-americanos subiram 7,2% em março, abaixo da previsão de +10%. No horário acima, o futuro do S&P 500 subia 0,23%. Na temporada de balanços, os agentes digerem os números trimestrais dos bancos Goldman Sachs e Bank of New York Mellon, da companhia aérea Delta Air Lines, da empresa de consumo Johnson & Johnson, e das gigantes de tecnologia IBM, Intel e Yahoo!.

Internamente, analistas gráficos apontam a importância de o Ibovespa ter fechado o pregão de ontem colado ao primeiro suporte, nos 65,4 mil pontos. Embora o índice à vista permaneça em uma zona de indefinição, a defesa dessa marca inibe uma queda livre até os 64 mil pontos.

Para tanto, os investidores seguem atentos ao comportamento das blue chips. Depois de despencar 17% ontem, as ações de OGX continuam no radar dos negócios, com os agentes digerindo as diferentes análises após os dados contidos no relatório da consultoria DeGolyer & MacNaughton (D&M). Vale também segue no foco, neste dia em que se realiza a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) da mineradora, na qual deve ser referendada a formação do novo Conselho de Administração, em meio a saída de Roger Agnelli da presidência da companhia.

Entre as siderúrgicas, destaque para a notícia da Usiminas, que afirmou desconhecer qualquer outra informação a respeito de eventual aumento da participação detida pela CSN no capital da siderúrgica mineira. A Usiminas acrescentou ainda que desconhece um eventual ingresso da Gerdau em seu capital social.

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