Bovespa abre em alta e retoma os 56 mil pontos

O fim do mês está se aproximando e a Bovespa recebe hoje a oportunidade que os investidores aguardavam para embelezar suas carteiras, em meio ao renovado otimismo dos mercados internacionais com a crise das dívidas na Europa. Com queda acumulada de quase 6% em novembro, resultado de 11 pregões em baixa de um total de 17, os preços atrativos das ações devem reconduzir o Ibovespa de volta aos 56 mil pontos, pelo menos. A agenda econômica dos EUA também será observada. Às 11h26, o índice Bovespa subia 2,10%, aos 56.047,14 pontos.

Olívia Bulla, da Agência Estado, Recuperação segue na esteira do otimismo renovado nos mercados internacionais sobre crise da dívida europeia

28 de novembro de 2011 | 11h32

"O dia hoje é de recuperação", afirma o diretor da Ativa Corretora, Álvaro Bandeira. Ele se refere aos ganhos superiores a 3% em algumas bolsas europeias nesta manhã, diante do noticiário do fim de semana que apontou progressos na forma como a zona do euro tem lidado com a crise soberana. Segundo relatos da mídia, os ministros das Finanças do bloco chegaram a um acordo sobre as regras operacionais para a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF), que devem ser apresentadas em encontro, amanhã.

Além disso, o Fundo Monetário Internacional (FMI) pode oferecer até 600 bilhões de euros à Itália, a uma taxa de juros de não mais que 5%, a fim de dar tempo ao novo governo de Mario Monti para implementar reformas econômicas no país. Enquanto isso, Alemanha e França estão trabalhando em como aprofundar a integração fiscal na zona euro.

Mas Wall Street também está embalado pelos números preliminares sobre as vendas durante o feriado prolongado de Ação de Graças, depois de ter amargado o pior desempenho dos mercados acionários desde 1942. As vendas da Black Friday deste ano, que se estenderam ao longo do fim de semana, cresceram 16% na comparação com o mesmo período do ano passado, para um recorde de US$ 52 bilhões, segundo dados da Federação Nacional de Varejo.

O noticiário corporativo doméstico também entra em campo. Ontem à noite, a argentina Ternium fechou a compra de participação de 27,5% na Usiminas por R$ 5,33 bilhões. A fatia foi adquirida da Camargo Corrêa e da Votorantim, que, juntas, tinham 26% das ações com direito a voto, e Caixa dos Empregados da Usiminas - que também vendeu parte dos seus papéis. Já a Vale informou, durante o Vale Day na Nyse (Bolsa de Nova York), que seu plano de investimento para 2012 será de US$ 21,4 bilhões, acima, portanto, da expectativa do mercado, que era de algo em torno de US$ 19 bilhões.

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