Bovespa abre em alta e tenta sustentar os 63 mil pontos

Bolsa sobe, mas ainda está ressentida de volume financeiro para engrenar os negócios, após dados econômicos dos EUA alimentarem os temores de desaceleração global

Olívia Bulla, da Agência Estado,

26 de maio de 2011 | 10h23

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, mas ainda ressentida de volume financeiro para engrenar os negócios, após dados econômicos dos Estados Unidos alimentarem os temores de desaceleração global. Diante de um cenário mundial ainda conturbado, a marca dos 63 mil pontos, sustentada nos dois últimos dias, volta a ficar ameaçada. Às 10h28 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,41%, para 63.645 pontos.

Nesta manhã, foi anunciada uma manutenção da leitura preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no trimestre passado, de alta de 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2010. Economistas esperavam que o dado fosse revisado para alta de 2,2%. Para piorar, os pedidos de auxílio-desemprego feitos no país na semana passada contrariaram a previsão de queda e subiram em 10 mil, para 424 mil, após ajustes sazonais.

Imediatamente após a divulgação dos números, os índices futuros das Bolsas de Nova York passaram a registrar perdas. Segundo o analista Eduardo Oliveira, da Um Investimentos, esperava-se que os dados sobre a economia norte-americana pudessem dar uma direção mais concreta para os mercados mundiais hoje. Mas, por enquanto, não é o que ocorre. Oliveira ressalta que os investidores vêm preferindo jogar mais na defensiva, em meio às dúvidas sobre como será o futuro da crise na Europa.

Hoje, porém, comentários do executivo-chefe da Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF), Klaus Regling, trazem certo conforto, após a avaliação de que nenhum outro país da zona do euro (que reúne os 17 países que utilizam o euro como moeda) é visto como vulnerável. "O risco de contágio foi contido", afirmou Regling.

Em tempo de cenário macroeconômico incerto, as ações de empresas que são boas pagadoras de dividendos e com receita mais previsível, como as dos setores de telecomunicações, tendem a ter uma melhor performance. Mesmo assim, operadores lembram que o fluxo de recursos que vem sendo observado é direcionado à montagem de operações de hedge (proteção). Portanto, para hoje, os profissionais não descartam mais uma dose de alta volatilidade, com os investidores divididos entre oportunidades de compra e realizações de lucros.

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