Bovespa abre em alta em dia de feriados no exterior

Às 10h24, o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,64%, a 62.346 pontos

Sueli Campo, da Agência Estado,

31 de maio de 2010 | 10h20

Sem a referência dos mercados de Nova York e de Londres, fechados em razão de feriados nacionais, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve passar por um pregão de poucos negócios. Por ser o último dia do mês de maio, alguns analistas não descartam a possibilidade de uma alta nas ações, puxada por fundos que buscam melhorar a performance das carteiras. Às 10h24, o índice Bovespa (Ibovespa) registrava alta de 0,64%, a 62.346 pontos.

Na semana passada, a trégua no exterior permitiu que a Bolsa registrasse valorização de 2,80%, reduzindo levemente as perdas acumuladas no mês, para 8,27%. A expectativa dos analistas, salvo alguma surpresa na Europa ou na Coreia, é de uma semana mais calma na Bovespa, também devido feriado local de Corpus Christi, na quinta-feira.

A movimentação deve ficar por conta da agenda, que traz indicadores importantes com potencial para alterar as projeções macroeconômicas, tanto aqui como no exterior. O destaque nacional é a produção industrial de abril que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga amanhã.

As ações ligadas às commodities também devem ficar à deriva, sem a bússola dos mercados de metais em Londres e nos EUA e do petróleo. As estimativas de que o reajuste a ser pedido pela Vale para o minério de ferro deve ficar entre 30% e 35% pode continuar dando tração aos papéis da mineradora brasileira. Hoje, o Financial Times traz a notícia de que as mineradores BHP Billiton, Rio Tinto e Vale pedirão novos reajustes para o preço do minério, já que a forte demanda da China e interrupções de oferta deixam o mercado apertado. Executivos da área de mineração e siderurgia afirmaram ao jornal britânico que, na média, o valor do minério deve subir entre 30% e 35% no terceiro trimestre.

As ações da Ultrapar estão no centro das atenções por causa da oferta que a companhia deve fazer amanhã pelos ativos de gás liquefeito de petróleo da Royal Dutch Shell na Europa, segundo o Financial Times. A companhia anglo-holandesa colocou os ativos à venda por até US$ 1,2 bilhão, mas executivos de bancos afirmaram ao jornal britânico que a empresa não conseguirá esse valor, em razão da atual turbulência nos mercados. Se a Ultrapar conseguir comprar os negócios de GLP da Shell, esta será uma das maiores aquisições feitas por uma companhia brasileira na Europa.

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