Bovespa abre em alta, influenciada por commodities

Fôlego de valorização das matérias-primas no exterior se sobrepõe às incertezas com a crise de dívida soberana europeia, após as elevações na projeção de preço feitas por bancos de investimento

Olívia Bulla, da Agência Estado,

24 de maio de 2011 | 10h08

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, e deve pegar carona no embalo das commodities (matérias-primas). Ontem, os crescentes temores na zona do euro derrubarem os preços dos metais básicos e do petróleo, levando consigo as ações ligadas às matérias-primas. Apesar dos temores de ingerência por parte do governo inibirem Petrobras e Vale, os preços atrativos das ações - não só das blue chips (ações de primeira linha) - devem estimular a caça por pechinchas. Às 10h040 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,91%, aos 62.914 pontos.

Analistas gráficos são quase unânimes em afirmar que o Ibovespa prossegue dentro do bear market (mercado de baixa), mas ressaltam que os 62 mil pontos têm sido um importante suporte. Nesse nível, segundo eles, os investidores sentem-se mais estimulados para as compras e buscam por oportunidades de ocasião, em meio aos recentes descontos.

Esse movimento tende a ser beneficiado hoje pela recuperação ensaiada nos mercados internacionais, apesar de o sentimento para os negócios estar fragilizado por causa das dúvidas quanto à crise das dívidas soberanas na Europa. Em meio a essa confusão no ambiente externo, o Brasil recebe elogios da agência de classificação de risco Standard & Poor''s. Ontem à noite, a agência melhorou a perspectiva do rating (nota) soberano do País, de estável para positiva, levando consigo seis bancos brasileiros.

Mas o fôlego de alta das commodities no exterior se sobrepõe, sobretudo no petróleo, após as elevações na projeção de preço feitas pelo banco Goldman Sachs no horizonte à frente. O banco de investimento também elevou as estimativas para o valor do alumínio e do níquel e recomendou posições longas em cobre e zinco. O banco Morgan Stanley também elevou sua projeção para o petróleo tipo Brent.

Além disso, a agenda econômica dos Estados Unidos traz a divulgação de dados sobre o setor imobiliário e a atividade industrial em Richmond - ambos às 11 horas (horário de Brasília). Caso os números não venham na contramão das expectativas, o dia pode ser de alívio.

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