Bovespa abre em alta, mas cenário é de volatilidade

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) exibe uma recuperação técnica parcial na abertura do pregão hoje, seguindo movimento idêntico observado no exterior, no day after do tombo da Bolsa chinesa, que ontem arrastou consigo os demais mercados acionários mundiais. Às 11h17, o índice Bovespa registrava ganho de 0,50%, a 43.359 pontos, depois de ter fechado em queda de 6,63% ontem. O índice Xangai Composto, da Bolsa da China, registrou alta de 3,94% hoje, após o Ministério de Finanças chinês ter acalmado o mercado, negando que o governo pretenda tributar o lucro dos investidores. Entretanto, os mercados não devem se desarmar como um todo, às vésperas da Assembléia Popular Nacional da China, na próxima semana, e suas possíveis resoluções sobre o programa de privatização e outros problemas da economia. Além disso, muitos investidores no mundo todo estão "machucados" pelo terremoto de ontem, há alguma redução de exposição ao risco, ajustes e chamadas de margem. Por isso, analistas e operadores consultados pela Agência Estado prevêem ainda um período de volatilidade à frente. As bolsas européias operam em baixa hoje, com perdas próximas a 1%, mas já houve alguma redução da queda desde a abertura. Os índices futuros de Nova York operam em alta (S&P 500, 0,72% às 11h09 e Nasdaq, 0,80%), o que forneceu também sinal positivo para o Ibovespa Futuro no sistema eletrônico GTS. O cenário para o dia, entretanto, depende de muitos fatores e ainda não está definido. Há indicadores fortes a serem divulgados nesta quarta-feira e o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, fala ao meio-dia no Comitê de Orçamento da Câmara, dois dias depois dos alertas do seu antecessor, Alan Greenspan, sobre a possibilidade da entrada dos EUA em recessão ao final do ano. Os números do PIB norte-americano no quatro trimestre (segunda prévia), ficaram dentro do previsto. A taxa anualizada de crescimento do PIB no quarto trimestre foi revisada para 2,2%, da expansão de 3,5% apontada na primeira estimativa. Aqui, o crescimento de 2,9% do PIB em 2006 e de 1,1% no quatro trimestre ante o terceiro é uma notícia boa, mas não excepcional. O número estava dentro do intervalo de previsões colhidos pela AE, embora a maior parte dos analistas trabalhasse com uma expectativa de 2,5% a 2,7%. Não faz preço para bolsa nesta quarta-feira.

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