Bovespa abre em alta, mas Copom pode limitar ganho

A Bovespa abriu em alta e avançava 0,15% às 11h14, a 39.299 pontos. Apesar da abertura positiva, a Bolsa paulista pode realizar hoje uma "pausa técnica" nos ganhos após ter atingido um nível de preços considerado "confortável" pelo analistas. Na última sexta-feira, o Ibovespa cravou o seu 15º recorde de pontuação do ano (39.239 pontos). "O investidor está parando para dar uma refletida. É a famosa parada técnica, enquanto aguarda a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) e monitora os acontecimentos políticos", afirma um especialista em renda variável. Mas na média, dizem os especialistas, a tendência da Bovespa é de alta. O fato de estar num nível de preços considerado razoável, deixa o mercado de ações mais suscetível a notícias pontuais. Alguns analistas dizem que um motivo que estaria contribuindo para deixar o mercado mais cauteloso é de um Copom novamente conservador. As apostas estão concentradas num corte da Selic de 0,75 ponto percentual, para 16,5% ao ano. Além do Copom, o mercado de ações tem uma semana cheia de divulgações de balanços relevantes, que tendem a favorecer a volatilidade. Hoje, após o fechamento do pregão, a Vale do Rio Doce divulga o resultado de 2005. A previsão dos analistas ouvidos pela Agência Estado é que a mineradora apresente um lucro histórico de R$ 10,257 bilhões, resultado 58,3% superior ao registrado no ano anterior. O balanço recorde da Caemi, controlada da Vale, divulgado na sexta à noite, reforça ainda mais a expectativa de números bastante favoráveis da Vale. A Caemi teve líquido recorde de R$ 1,758 bilhão em 2005, equivalente a um aumento de 190% ante 2004. Mas o mercado está de olho mesmo é na negociação do reajuste do preço do minério de ferro, que está para sair. Nas mesas de negócios, fala-se em reajuste entre 7% a 20%. Ainda nesta semana saem os resultados de Telemar, Usiminas, Cemig, Itaúsa e outras. A alta hoje dos futuros de ações norte-americanos é creditada ao recuo dos preços do petróleo, mais o acordo da AT&T para comprar a BellSouth, pelos planos da GM de vender sua fatia em uma empresa e pela expectativa de recuperação da Intel.

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