Bovespa abre em alta, mas dia promete volatilidade

A alta de 2% da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ontem é interpretada como uma recuperação de preços que pode ou não ser mantida hoje dependendo do comportamento do mercado externo e da movimentação do capital externo. Na avaliação dos analistas, a volatilidade deve continuar dando o tom aos negócios por conta da expectativa com a divulgação no período da tarde, às 16 horas, do livro bege nos Estados Unidos, que resume as condições da economia e inflação. Além disso, o fato de ser véspera da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos EUA e da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) aqui no Brasil contribuem para manter os investidores cautelosos. Às 11h27, o Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, subia 0,57%, a 37.753 pontos. Outro fator que favorece a oscilação de preços é o vencimento de opções sobre ações na segunda-feira. Os papéis que concentram o maior volume de negócios são Petrobras e Vale do Rio Doce. Ontem, Petrobras chegou a subir quase 4,5%, impulsionada pela alta de mais de 2% dos preços do petróleo em Nova York, reduzindo para 2,75% a desvalorização das ações preferenciais neste mês de março. Vale PNA, que subiu bem menos (+1,39%) ainda amarga uma perda de 7,13% este mês. Na terça-feira foi notada presença mais significativa de investidores estrangeiros no pregão, especialmente em Petrobras e Vale. Mesmo assim, o volume financeiro de R$ 1,935 bilhão deixou a desejar, se mantendo abaixo da média diária de janeiro e fevereiro.

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