Bovespa abre em alta, mas monitora exterior e balanços

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em alta moderada (0,01%), seguindo o alívio externo, e às 10h13 acelerava o ritmo de ganho para 0,57%, aos 37.050 pontos. Mas essa melhora não significa que o mercado tenha esquecido o medo de que o Fed (banco central americano) suba novamente a taxa básica de juro na próxima terça-feira, quando o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) se reúne. É só uma trégua que pode, inclusive, não se sustentar até o final do dia. A divulgação do payroll (vagas de trabalho nos Estados Unidos) na sexta-feira deve permitir uma avaliação mais consistente sobre a reunião do Fomc da semana que vem. Até lá, a volatilidade deve dar o tom. A Bovespa continua muito dependente dos sinais vindos de Nova York, onde o Nasdaq avançava 0,27% e o S&P 500 +0,09% por volta das 10 horas, reagindo com neutralidade ao relatório da consultoria Automatic Data Processing (ADP) e Macroeconomics Advisers que antecipou a criação de 99 mil vagas nos EUA em julho. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) eletrônica, o petróleo opera acima de US$ 75 o barril, pressionado por especulações de que a tempestade tropical Chris poderá transformar-se em furação e preocupações com o aumento da tensão no Oriente Médio. Mas como hoje tem a divulgação dos estoques de petróleo e derivados nos EUA na última semana, às 11h30, tudo pode acontecer. Notícias internas Apesar de continuar muito atrelado ao ambiente externo, o noticiário corporativo na Bovespa é intenso e pode ter efeito nos negócios. As ações de Petrobras devem reagir ao acordo anunciado na noite de ontem, que prevê a injeção de R$ 9,3 bilhões no fundo de pensão Petros. A Petrobras assinou com a Federação Única dos Petroleiros (FUP) um acordo para liquidar a dívida atuarial com o fundo de pensão da estatal, a Petros, estimada pela Justiça em R$ 9,3 bilhões, segundo o jornal O Estado de S. Paulo. O objetivo é cobrir o déficit em 30 anos. Os papéis da Vale também podem ser influenciados pela expectativa de resultado, que sai após o fechamento do mercado em Nova York. A média das estimativas dos analistas consultados pela Agência Estado (ABN Amro Real, Ágora e Geração Futuro Corretora) aponta para um lucro de R$ 3,229 bilhões, 7,2% abaixo dos R$ 3,479 bilhões do mesmo trimestre de 2005. Também após o fechamento, a Sadia anuncia resultado. A previsão é de um recuo de 78,3% no lucro em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 31,34 milhões. Pela manhã anunciaram resultado do segundo trimestre as siderúrgicas Gerdau e Arcelor Brasil. A Gerdau registrou lucro líquido consolidado de R$ 975,938 milhões, volume 9,3% maior ante mesmo período de 2005. O resultado veio melhor do o previsto (R$ 705,4 milhões). Já a Arcelor Brasil teve ganho de R$ 509 milhões no segundo trimestre. Outra notícia que pode ter efeito sobre os preços dos papéis da siderúrgica é a decisão da Mittal Steel de recorrer contra a decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que obriga a empresa a fazer uma oferta pública pelas ações dos minoritários da Arcelor Brasil. Ontem a noite, anunciou a Acesita anunciou que seu lucro líquido encolheu 40,1% no segundo trimestre, para R$ 112,8 milhões. Também a Brasil Telecom Participações divulgou lucro líquido de R$ 105 milhões no segundo trimestre, equivalente a um crescimento de 52,1% ante igual período de 2005.

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