Bovespa abre em alta, mas perde força com NY

Sem indicadores importantes, o mercado dos EUA realiza lucros

Silvana Rocha,

11 de junho de 2014 | 11h41

A Bovespa abriu em alta, ampliando ganhos acumulados em 5,91% nas últimas três sessões, mas perdeu força há pouco, com a abertura das bolsas em Nova York no vermelho. Depois de chegar os 55 pontos mais cedo  - patamar que a Bolsa alcançou pela última vez em outubro do ano passado -, às 10h20, o Ibovespa subia 0,42%, aos 54.834,97 pontos. Por aqui, os investidores avaliam  os números de duas pesquisas eleitorais sobre a corrida presidencial, a do Ibope, que saiu ontem à noite, e a da Vox Populi, divulgada hoje cedo. Entre as estatais, Petrobras ON avança 0,47%, as PN sobem 0,33%, Banco do Brasil ON tem alta de 1,47% e Eletrobras PNB registra valorização de 1,88%.

Até o momento, o avanço das estatais reflete a preferência pelo resultado da sondagem do Ibope, que indica queda das intenções de voto em Dilma Rousseff, o que levaria as eleições a serem decididas no segundo turno. O Vox Populi mostrou estabilidade da presidente, que sairia vitoriosa já no primeiro turno do pleito.

Principalmente os detentores de posições compradas em derivativos de renda variável aproveitam a liquidez ainda fraca para pressionar o Ibovespa, a fim de antecipar o seu fortalecimento de olho nos vencimentos de opções sobre ações, na segunda-feira, e de índice futuro, na quarta-feira da semana que vem.

A divulgação mais cedo pelo IBGE de uma queda de 0,3% no emprego na indústria na passagem de março para abril, na série livre de influências sazonais, não provoca reação na Bovespa. Na comparação com abril de 2013, o emprego industrial apontou queda de 2,2% e, no acumulado de 2014, os postos de trabalho na indústria recuaram 2,0%. Em 12 meses, houve queda de 1,5% no emprego na indústria.

Em Nova York, as bolsas de Nova York operam em queda. A ausência hoje de indicadores e eventos de destaque estimula uma realização de lucros recentes, após a piora das projeções para a economia global divulgadas pelo Banco Mundial (Bird). Às 10h43, o Dow Jones recuava 0,43%; o S&P500 caía 0,31%; e o Nasdaq perdia 0,24%.

Em relatório divulgado na terça-feira, 10, à noite, o Bird cortou a previsão de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) global de 3,2% para 2,8% em 2014. A redução na projeção de crescimento para os EUA foi ainda maior, de 2,8% para 2,1%. Os economistas da instituição citam o inverno rigoroso nos EUA, a crise na Ucrânia, problemas de infraestrutura em mercados emergentes e as mudanças na China como justificativa para o ritmo mais lento da atividade mundial este ano. 

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