Bovespa abre em alta, mas segue sensível aos EUA

O Ibovespa, principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), abriu o pregão em alta. Às 11h13, o índice registrava ganho de 0,30%, a 37.585 pontos, na máxima. O rumo dos negócios na Bovespa continua sendo ditado pelo mercado norte-americano, na expectativa da reunião do banco central dos EUA (Fed) na próxima terça-feira que vai decidir o nível de juros. Do lado interno, o caso Antonio Palocci não sai das manchetes dos jornais, ao mesmo tempo em que crescem as especulações sobre a saída do ministro e eventuais substitutos para o cargo no Ministério da Fazenda. A expectativa nesta sexta-feira fica por conta da divulgação nos EUA de indicadores econômicos, que podem provocar novos ajustes no rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano (Treasuries). O dado de encomendas de bens duráveis, divulgado mais cedo, mostrou crescimento de 2,6% em fevereiro, superando as previsões do analistas (1,5%). Mas a reação dos índices futuros de ações em Nova York e dos Treasuries ao dado está sendo praticamente neutra. Falta sair ainda (às 12h) o dado sobre vendas de imóveis novos de fevereiro, cuja mediana das estimativas é de queda de 2,4%. Ontem, o mercado estressou após o crescimento de 5,2% nas vendas de imóveis usados em fevereiro, indicando aquecimento da economia norte-americana, o que pode levar o Fed a manter por mais tempo o ciclo de alta de juro. Na Europa, as bolsas operam em alta, sustentadas por notícias sobre fusões e aquisições. Aqui, as atenções estão voltadas para a primeira aparição pública do ministro Palocci desde o depoimento do caseiro Francenildo Santos Costa, na semana passada. O ministro confirmou presença hoje na cerimônia de posse do conselho da Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Uma notícia que pode ter repercussão positiva no pregão é a de que o Conselho de Administração da Companhia Vale do Rio Doce aprovou o desdobramento das ações. A proposta, que ainda precisa ser submetida à assembléia geral extraordinária, prevê a troca de cada ação, ordinária ou preferencial, por duas ações pós-desdobramento. Para os ADRs negociados em Nova York, a relação será mantida em 1 para 1. Segundo a Vale, o desdobramento tem por objetivo preservar as boas condições de liquidez para os acionistas.

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