Bovespa abre em alta, mas sem abandonar cautela

Volume de negócios pode ser comprometido pelo feriado de Ação de Graças amanhã nos EUA

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

21 de novembro de 2012 | 10h25

A Bovespa volta do feriado em alta nesta quarta-feira, ainda que os problemas que mais afligem o investidor - a demora na liberação da recursos à Grécia e o risco de abismo fiscal nos Estados Unidos - continuem sem solução. O volume de negócios pode ser comprometido pelo feriado de Ação de Graças nesta quinta-feira (22) nos Estados Unidos e, em Nova York, as bolsas operam perto da estabilidade no mercado futuro.

Para piorar o clima de incertezas, os ministros de Finanças da zona do euro não conseguiram chegar a um acordo sobre a ajuda à Grécia e voltam a se encontrar na próxima segunda-feira.

De positivo, há a disposição da Alemanha em ampliar a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, nas iniciais em inglês) em 10 bilhões de euros e também permitir que a Grécia use os recursos do fundo para recomprar bônus do mercado e reduzir juros sobre empréstimos existentes. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse ainda que vê chance de o acordo sobre a Grécia sair na segunda-feira (26).

Às 10h20, o Ibovespa subia 0,37%, aos 56.660,89 pontos.

Segundo um operador consultado pela Agência Estado, o impasse na Europa e em relação à situação fiscal americana devem continuar pesando no mercado e uma direção mais clara na Bolsa paulista será definida após a abertura dos negócios em Nova York.

Em NY, no mercado futuro, o Dow Jones operava estável, o S&P 500 tinha queda de 0,04% e o Nasdaq perdia 0,11%. Na Europa, naquele horário, a maioria das bolsas virou um pouco mais cedo e tenta se manter no positivo: Londres -0,07%; Paris +0,11%; Frankfurt +0,04%; Madri +0,07%; Milão +0,30%; Lisboa +0,26%. Na Ásia, as bolsas fecharam com sinais distintos: Xangai +1,1%; Hong Kong +1,4%; Taipé -0,80%; Seul -0,32%; Sydney -0,37%; Manila +0,6%.

O mercado também aguarda pela divulgação dos números de pedidos de auxílio-desemprego nos EUA (11h30, de Brasília) e sentimento do consumidor da Universidade de Michigan de novembro (12h55) e índice preliminar de atividade industrial (gerentes de compra) de novembro (12h).

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