Bovespa abre em alta puxada pelo exterior

Às 11h24 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,58%, aos 71.016,23 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

18 de janeiro de 2011 | 11h11

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, com o foco voltado para o exterior, onde os investidores aguardam ansiosamente por um desfecho positivo para a reunião de ministros de Finanças da zona do euro, que se encerra hoje em Bruxelas. Mesmo que não haja uma decisão sobre a ampliação da ajuda aos países europeus com dificuldades, o otimismo permeia os negócios. A volta dos negócios em Nova York, após o feriado prolongado de ontem nos Estados Unidos, é marcada por uma bateria de dados econômicos e balanços corporativos. Às 11h24 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,58%, aos 71.016,23 pontos.

O aumento do capital da Linha Europeia de Estabilização Financeira (EFSF) exigirá mais tempo e discussões do que o previsto. Segundo fontes, os ministros de Finanças dos 17 países que utilizam o euro como moeda decidiram postergar até março uma definição sobre a necessidade ou não de incrementar o fundo, que conta com 750 bilhões de euros, entre dinheiro próprio, garantias bancárias e recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI). As autoridades apontaram a dificuldade de um consenso, já que a Alemanha se mostra reticente com a proposta de aumentar os recursos. Além disso, os ministros veem no êxito das operações de refinanciamento feitas por Portugal, Espanha e Itália, na semana passada, uma menor necessidade de urgência para o debate.

"Se não vai ampliar (o fundo de resgate europeu) é porque está de bom tamanho", resume o chefe da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Ele explica que a disposição ao risco dos agentes desde cedo se dá pela confiança de que a Comissão Europeia não medirá esforços para dar suporte à região, o que alivia os mercados mundo afora. "E como bom aluno, a Bolsa aqui acompanha", acrescenta.

Mas esse ânimo será testado ao longo do dia nos Estados Unidos. O destaque fica com mais uma rodada da temporada de balanços, o que inclui os números do Citigroup e das empresas de tecnologia IBM e Apple. As ações da Apple, aliás, devem ser pressionadas pela notícia de que o fundador da companhia, Steve Jobs, irá tirar uma nova licença médica. Investidores temem que a saída de Jobs seja prolongada.

Os mercados também devem reagir a mais uma bateria de indicadores norte-americanos, como o índice de atividade do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Nova York em janeiro, o fluxo de recursos estrangeiros em novembro e o índice de confiança dos construtores neste mês. No Brasil, começa hoje a primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de 2011, que definirá a Selic (a taxa básica de juros da economia) para os próximos 45 dias.

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