Bovespa abre em alta, puxada por matérias-primas

Às 10h26 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,81%, aos 64.983 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

21 de julho de 2010 | 10h13

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tem espaço hoje para buscar a marca dos 65 mil pontos, diante da alta das commodities (matérias-primas), sobretudo as metálicas. Desde o início da semana, a Bolsa tem se ancorado nas ações da Vale para esticar os ganhos e, algumas vezes, descolar-se das mudanças repentinas de humor em Nova York. No exterior, o clima também é positivo nesta manhã. Às 10h26 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) avançava 0,81%, aos 64.983 pontos.

Os balanços positivos anunciados nos EUA entre a noite de ontem e a manhã de hoje põem os índices futuros em Wall Street em terreno positivo. Os mercados aguardam agora o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Ben Bernanke, no Congresso norte-americano, às 15 horas. A expectativa dos agentes é de que a autoridade monetária anuncie novas medidas de estímulo à economia norte-americana.

O ambiente favorável também agita os negócios com commodities. Os metais básicos operam em alta na Europa, ao passo que o petróleo amplia os ganhos em Nova York, à espera do relatório oficial sobre os estoques semanais nos EUA, às 11h30. Na Europa, as ações de empresas ligadas ao setor lideravam as altas.

O avanço das matérias-primas no exterior também deve influenciar a Bovespa, que fechou ontem em alta pelo segundo dia seguido, aos 64.462,50 pontos, impulsionada por mineradoras e siderúrgicas. Para analistas, o caminho dos negócios hoje deve ser tranquilo rumo aos 65 mil pontos, mas tende a encontrar obstáculos a partir da marca dos 65,5 mil pontos.

No Brasil, o ponto alto da agenda é o anúncio da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic (a taxa básica de juros), previsto apenas para o início da noite. Uma alta menos expressiva do juro básico da economia brasileira pode dar fôlego extra aos papéis de empresas voltadas para o consumo doméstico, construtoras e bancos.

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