Bovespa abre em alta, seguindo alívio do cenário externo

A Bolsa de Valores de São Paulo acumulou queda de 5% na semana passada e, se o ambiente do dia permitir, hoje isso deverá a ser fator gerador de compra de ações: um ajuste habitual e desejável após desvalorização forte e rápida. Boa parte da perda (4%) ocorreu na sexta-feira, quando os mercados globais foram atingidos por fortes movimentos nas commodities, provenientes de ajustes feitos em fundos internacionais dedicados ao setor. Por isso, as commodities serão o foco também desta segunda-feira de agenda leve tanto nos Estados Unidos, quanto no Brasil. Até agora, o destaque é a recuperação do preço do petróleo, com alta ao redor de 1,5% no mercado norte-americano e superior a isso em Londres. O preço do petróleo dá suporte aos índices das bolsas européias e aos índices futuros de Nova York, que são seguidos pela Bovespa, que abriu em alta. Às 11h07, a bolsa paulista subia 0,73% para 42.553 pontos. A cautela, no entanto, não deve ser abandonada já que as commodities metálicas operam entre a estabilidade e o terreno negativo no exterior. Ainda podem pesar nos mercados globais de metais as medidas recentes tomadas pelo governo da China, com objetivo de frear o crescimento do país (aumento de compulsórios bancários). A nova potência asiática é o grande comprador de commodities da atualidade. No Brasil, o destaque é a inflação acima do previsto medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de até o último dia 7, de 0,86%, ante 0,82% no teto das estimativas. O indicador, no entanto, não afeta muito o humor dos analistas, que já esperavam um resultado pressionado devido a fatores pontuais. Já a balança comercial, com superávit de US$ 617 milhões na primeira semana do ano, continua somando-se às boas notícias.

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