Bovespa abre em alta sob a influência do exterior

Às 10h21 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,87%, para 67.023,56 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

27 de julho de 2010 | 10h04

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, favorecida pelo cenário positivo no exterior. Embora o nível do índice Bovespa (Ibovespa), que está no maior patamar desde maio, estimule a realização de lucros, o fechamento do mês de julho no próximo fim de semana atrai novas compras. Às 10h21 (horário de Brasília), o Ibovespa avançava 0,87%, para 67.023,56 pontos.

Ontem, a Bolsa mostrou sinais de fraqueza e acompanhou a alta verificada em Nova York de forma mais comedida, ressentindo-se dos avanços acumulados nas últimas sessões. Ainda assim, o Ibovespa conseguiu cravar o sexto dia seguido de valorização. Segundo o gerente da mesa de renda variável de uma corretora paulista, os investidores estão se beneficiando da melhora do humor no exterior e das notícias corporativas. "O cenário mais otimista faz (o investidor) acreditar em um espaço maior para mais valorização", avalia. Para ele, os papéis que subiram muito nos últimos dias na Bolsa podem até passar por uma realização de lucros, mas o movimento tende a ser absorvido durante o pregão pela procura por ações que não acompanharam o ritmo de alta.

No entanto, fontes também disseram que a manutenção do sentimento mais positivo dos negócios estará fortemente atrelada à agenda econômica dos EUA, que está carregada hoje. Às 11 horas, sai o índice de confiança do consumidor em julho. No mesmo horário, será divulgado o índice de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de Richmond. Mais tarde, às 13 horas, o Fed de Chicago divulga o índice de atividade do meio-oeste em junho. Por enquanto, alguns balanços corporativos já anunciados animam os índices futuros em Nova York, enquanto o setor financeiro embala os ganhos na Europa.

No Brasil, a temporada de balanços tem hoje os resultados de Comgás, Globex, Indústrias Romi e Pão de Açúcar. O grupo liderado pelo empresário Abílio Diniz divulga seus números após o fechamento do pregão. A expectativa é de que o Pão de Açúcar registre lucro líquido consolidado, incluindo o Ponto Frio, de R$ 144,1 milhões no segundo trimestre deste ano. O resultado representaria um crescimento de 9,4% ante o lucro líquido de R$ 131,7 milhões do mesmo período do ano passado.

Na agenda econômica nacional, destaque para a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito referente a junho, que o Banco Central (BC) divulga às 10h30. O documento, que traça um cenário das operações de crédito do sistema financeiro no Brasil, será apresentado um dia antes do balanço do Bradesco.

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