Bovespa abre em alta sob influência do exterior

 Às 11h29 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,36%, para 69.814,93 pontos

Olívia Bulla, da Agência Estado,

21 de janeiro de 2011 | 11h17

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu o dia em alta, seguindo a melhora dos mercados no exterior. A agenda econômica esvaziada nos Estados Unidos abre oportunidades de compras de ocasião, mas a ausência de notícias relevantes inibe os movimentos mais intensos. Às 11h29 (horário de Brasília), o índice Bovespa (Ibovespa) subia 0,36%, para 69.814,93 pontos.

"O mercado está ressentido de notícias positivas para subir com força", comenta o chefe da mesa de renda variável de uma corretora paulista. Para ele, ainda há muita indefinição sobre o novo governo brasileiro - que retomou o ciclo de alta dos juros, mas ainda não anunciou nenhuma medida efetiva de ajuste fiscal. As preocupações com a China e a Europa também persistem.

"O plano europeu está em stand by (espera) e as medidas na China para conter o crescimento e a inflação refletem a preocupação com o capital especulativo", acrescenta outro profissional, lembrando que diante dessas incertezas a Bolsa volta à mesma zona de indefinição do fim do ano passado.

Mas o tom dos negócios no exterior é mais positivo hoje. Os índices futuros de ações em Nova York seguem positivos, apesar do prejuízo de US$ 1,24 bilhão no último trimestre do ano passado anunciado pelo Bank of America Merrill Lynch. Já o lucro da General Eletric (GE) subiu 51% no mesmo período, para US$ 4,54 bilhões, superando as previsões.

Na Europa, as principais bolsas avançam, embaladas pelas esperanças de que as autoridades estão arquitetando um plano para restaurar a confiança na região. O aumento acima do esperado do índice Ifo de clima para negócios na Alemanha em janeiro contribuiu para o sentimento.

No noticiário corporativo, destaque para as ações de primeira linha. Ontem à noite, a Petrobras confirmou a captação de US$ 6 bilhões no mercado internacional, por meio da emissão de três tipos de bônus com vencimentos em 5, 10 e 30 anos. Foi a primeira operação desse tipo feita pela estatal em 2011, ano no qual pretende buscar no mercado entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões.

A Vale, por sua vez, deve iniciar a construção de um complexo de minério de ferro na Malásia em julho ou agosto deste ano, segundo o jornal The Star. O periódico cita Zambry Abdul Kadir, ministro-chefe do Estado de Perak, onde o projeto será desenvolvido. O complexo está avaliado em US$ 2,95 bilhões a US$ 4,57 bilhões.

Tudo o que sabemos sobre:
açõesBovespaexteriorEUA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.