Bovespa abre em baixa com cenário eleitoral

A Bovespa abriu em queda acentuada nesta segunda-feira, 22, seguindo o sinal negativo das bolsas internacionais, com as atenções dos investidores locais divididas entre as declarações de autoridades na China e o cenário político nacional. Com isso, as ações do chamado "kit eleições" e da mineradora Vale estão em foco no pregão de hoje, exibindo perdas de até 5% em alguns desses papéis.

OLÍVIA BULLA, Estadão Conteúdo

22 de setembro de 2014 | 10h29

Às 10h10, o Ibovespa caía 2,14%, aos 56.552 pontos, na pontuação mínima do dia até este horário. O índice à vista é negociado em baixa desde a abertura da sessão. Entre as ações em destaque, Vale ON caía 1,94% e Vale PNA recuava 2,41%. Já entre os papéis de empresas estatais, Petrobras ON cedia 4,48% e Petrobras PN tinha queda de 4,11%, figurando no topo do ranking de maiores baixas, ao passo que Banco do Brasil ON perdia 3,65%, na cotação mais baixa da sessão até então. É válido citar que, neste horário, apenas uma ação era negociada em alta: Santander units (+1,24%).

No mesmo horário, em Wall Street, os índices futuros das bolsas de Nova York apontam para uma abertura no campo negativo, tendo acentuado as perdas que eram exibidas desde cedo após a queda do índice regional de atividade em Chicago para -0,21 em agosto, de +0,26 em julho. Resultados abaixo de zero indicam crescimento econômico abaixo da tendência histórica. Já a média móvel de três meses do índice, que é um dado menos volátil, recuou para +0,07, de +0,20, no mesmo período.

Ainda por volta das 10h10, o futuro do Dow Jones caía 0,36% e o futuro do S&P 500 perdia 0,21%. Entre as ações, destaque para os papéis da Apple, que subiam 0,74%, mais cedo, no pré-mercado, após a gigante de tecnologia anunciar a venda de 10 milhões de unidades do iPhone 6 e iPhone 6 Plus apenas no primeiro fim de semana após os novos modelos do smartphone chegarem às lojas, superando o resultado do ano passado.

Na Europa, as principais bolsas também estão no vermelho, com as perdas lideradas pelas ações de mineradoras, após declarações do ministro de Finanças da China, Lou Jiwei, de que não haverá mudanças drásticas na política econômica adotada por Pequim por causa da fraqueza de um indicador, minguando esperanças por medidas mais agressivas de estímulo na segunda maior economia do mundo. Além disso, as atenções também se voltam para as novas pistas sobre quando terá início o processo de normalização monetária nos Estados Unidos, após o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) admitir que a taxa dos Fed Funds pode subir de modo mais acelerado.

Já no Brasil o foco segue no cenário eleitoral e os investidores estão em compasso de espera pela divulgação de mais uma pesquisa, do Ibope/Estadão/TV Globo, nesta terça-feira, 23.

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