Bovespa abre em baixa, com correção após altas seguidas

A Bovespa abriu em queda nesta quinta-feira, 28, em um movimento de correção após três pregões consecutivos de alta, período no qual acumulou ganho de 4,35%. Nos Estados Unidos, mesmo com uma leitura melhor do que o esperado para o PIB do segundo trimestre, os índices futuros operam em queda, depois de o S&P 500 registrar novo recorde histórico ontem.

ÁLVARO CAMPOS, Estadão Conteúdo

28 de agosto de 2014 | 11h01

Por volta das 10h25, o Ibovespa perdia 0,42%, aos 60.693,78 pontos. Entre os destaques de queda apareciam Vale (ON -2,80% e PN -2,79%), Bradespar (-2,25%) e MMX (-3,49%). Já no campo positivo os ganhos eram liderados por Oi (+0,70%), Tim (+1,42%) e Embraer (+1,33%). Entre as blue chips, Petrobras (PN -0,09% e PN +0,18%) e os bancos tinham desempenho fraco (Itaú -0,15% e Bradesco +0,05%). Às 10h31, em Nova York, o Dow Jones caía 0,38%, o S&P 500 recuava 0,37% e o Nasdaq perdia 0,42%.

Os ganhos recentes da Bovespa têm sido guiados pelo cenário eleitoral, e alguns operadores já apontavam que esse forte avanço estava suscetível a uma correção. Ontem, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, participou de entrevista ao Jornal Nacional. Ela afirmou que não sabia de qualquer irregularidade envolvendo a contratação da aeronave utilizada por Eduardo Campos no dia do acidente aéreo que o matou, e ficou defendendo seu "novo jeito de fazer política", sem falar sobre seu programa de governo.

No noticiário corporativo, o mercado deve seguir atento ao setor de telefonia, após o grupo Telefônica ter elevado sua proposta pela GVT e a Telecom Itália ter apresentado formalmente proposta pela mesma empresa. Os conselhos de administração da Telecom Italia e da TIM Participações aprovaram, por unanimidade, uma oferta de parceria com a brasileira GVT, detida pelo grupo francês Vivendi. A proposta enviada foi de 7 bilhões de euros (R$ 21,020 bilhões) e prevê integração das operações brasileiras das empresas e a entrada do grupo francês Vivendi no capital da tele italiana.

A espanhola Telefónica, por sua vez, divulgou hoje sua proposta para aquisição das operações da GVT, oferecendo à Vivendi um valor de 7,45 bilhões de euros - montante, portanto, que supera a oferta da rival Telecom Itália. É válido lembrar que no começo deste mês, a Telefónica propôs o valor de 6,7 bilhões de euros, mas decidiu melhorar sua proposta para fazer frente à concorrente italiana.

Nos EUA, foi divulgada a segunda leitura do PIB, que cresceu à taxa anualizada de 4,2% no segundo trimestre, ante um resultado inicial de 4% e previsão de revisão para 3,8%. Entretanto o dólar e os Treasuries não reagiram em alta, como era de se esperar. Existe a percepção de que a economia da Europa tem sido prejudicada pelas tensões geopolíticas na Ucrânia, o que obrigaria o Banco Central Europeu (BCE) a adotar novas medidas de estímulo. Isso, por sua vez, pode levar o Federal Reserve a repensar o momento adequado para um aperto nas suas políticas.

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