Bovespa abre em baixa; crise política e EUA preocupam

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu em baixa e recuava 0,40%, a 34.690 pontos, às 10h16. O mercado de ações dá sinais de que continua sob pressão do escândalo político, do medo de pouso forçado da economia norte-americana e do desmonte das posições de fundos internacionais muito alavancados em commodities. O fato de ser sexta-feira aumenta o risco de rumores sobre o noticiário político de jornais e revistas no final de semana, o que deve colaborar para o mercado ficar na defensiva. Com a queda de 1,04% ontem, a perda acumulada pela Bovespa neste mês subiu para 3,87%. Esta manhã, o risco da maior parte dos países emergentes, avaliado pelo índice Embi+ do banco de investimentos J.P. Morgan, continua em alta. O risco Brasil subia 8 pontos, para 252 pontos. Os investidores estrangeiros estão preocupados com o risco político do Brasil e de outros emergentes como Tailândia, Hungria e Polônia. Cresce a percepção entre os analistas de que o próximo mandato do presidente Lula, se reeleito, será de um governo enfraquecido e sem condições de fazer as reformas mais importantes, como a da Previdência. "É isso que está sendo precificado", disse uma fonte. Na Bovespa, as atenções estão voltadas para a estréia da Medial Saúde, que adere hoje ao Novo Mercado. Os papéis da Medial foram precificadas a R$ 21,50 e a oferta já soma R$ 655,212 milhões.De acordo com informações da Bovespa, a Medial eleva para 82 o número de companhias que participam dos segmentos especiais da Bovespa, sendo 35 no Novo Mercado, 12 no Nível 2 e 35 no Nível 1.

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