Bovespa abre em baixa, de olho na agenda dos EUA

Com pouco volume de transações camuflando os movimentos dos agentes, especialistas acreditam que o mercado acionário doméstico ainda tem espaço para subir

Olívia Bulla, da Agência Estado,

22 de dezembro de 2010 | 11h06

Depois do repique de ontem, a Bolsa de Valores de São Paulo inicia o pregão de hoje em baixa, à medida que os investidores aguardam os dados dos EUA para estabelecerem uma direção mais firme dos negócios. Com pouco volume de transações camuflando os movimentos dos agentes, especialistas acreditam que o mercado acionário doméstico ainda tem espaço para subir. Porém, qualquer decepção com os números sobre a economia norte-americana pode levar as bolsas globais novamente para baixo. Às 11h22, nos primeiros minutos da sessão, o índice Bovespa caía 0,14% a 68.117 pontos.

A agenda econômica dos EUA concentra as atenções hoje e o destaque vai para a leitura final do PIB do país no terceiro trimestre deste ano, às 11h30. A previsão é de que o dado seja revisado em alta, apontando uma expansão de 2,9% entre julho e setembro de 2010, ante o dado preliminar de +2,0%, no mesmo período. Às 13 horas, a divulgação dos números das vendas de imóveis residenciais usados no país em novembro também deve agitar os mercados. À espera dos dados, os mercados internacionais registram oscilações discretas, com as bolsas europeias em direções divergentes (Frankfurt sobe 0,01%, Paris cai 0,10% e Londres avança 0,38%).

Internamente, especialistas ainda acreditam que as oportunidades de compras que surgiram com as seguidas quedas de preços acumuladas na Bovespa podem abrir espaço para um rali no mercado acionário e estimular o Ibovespa a recuperar os 70 mil pontos. No entanto, com os investidores entrando em ritmo de fim de ano, o penúltimo pregão antes das festividades natalinas pode ser mais fraco se comparado com a véspera. "A liquidez e o volume do mercado como um todo deverão começar a secar e podem camuflar os movimentos dos agentes", afirma um operador de renda variável de uma corretora paulista, acrescentando que muitos fundos tendem a usar seu poder de fogo para mexer artificialmente nos preço das ações.

No âmbito corporativo, as empresas relacionadas ao consumo doméstico devem repercutir os sinais emitidos pelo Banco Central no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pela manhã, de que a política monetária terá de se valer de mecanismos tradicionais - como uma alta da taxa básica de juros - para controlar as pressões inflacionárias. As companhias aéreas também devem ficar no radar dos investidores, que acompanham os desdobramentos entre aeronautas, aeroviários e as empresas para evitar uma paralisação nos aeroportos, amanhã.

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